Transporte público
Por REDAÇÃO
22 de julho de 2026 às 17:38 ▪ Atualizado há 1 hora
A quinta audiência de conciliação entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Município do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio) e o sindicato patronal Rio Ônibus terminou sem entendimento. A reunião ocorreu nesta quarta-feira (22) no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ).
Sem consenso, os rodoviários do município do Rio de Janeiro permanecem em estado de greve, enquanto o processo de dissídio coletivo segue o trâmite judicial previsto.
Durante a negociação, as empresas mantiveram a proposta de aumento salarial de 5%. Do outro lado, os trabalhadores reiteraram a reivindicação de 12% de reajuste.
Também foi apresentada uma oferta de incremento de 6% no valor da cesta básica, que, segundo a proposta patronal, chegaria a aproximadamente R$ 700 por mês. O Sintraturb-Rio, porém, não aceitou.
Representantes da categoria argumentaram que, após descontos, o benefício ficaria em torno de R$ 600, o que, na avaliação do sindicato, não traria melhora significativa para o dia a dia dos funcionários do transporte rodoviário.
A sessão foi conduzida pelo desembargador Gustavo Tadeu Alkmim e fez parte das tentativas de solução consensual do impasse entre empregados e empregadores.
Como não houve acordo, o magistrado determinou a abertura de prazos para as próximas fases do dissídio coletivo. As partes terão prazo simultâneo de dez dias para apresentar suas defesas. No mesmo período, o Município do Rio de Janeiro também poderá se manifestar no processo.
Depois disso, será aberto um prazo de cinco dias para réplica. Na sequência, o Ministério Público do Trabalho (MPT) emitirá parecer.
Com o parecer do MPT, os autos serão distribuídos a um desembargador relator e encaminhados à Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), responsável pelo julgamento.
Entre os pontos a serem analisados está a eventual caracterização de abusividade — ou não — do movimento paredista.
Apesar do encerramento da fase formal de conciliação nesta etapa, o desembargador Gustavo Alkmim destacou que as conversas podem ser reabertas, caso haja interesse das duas partes.
Segundo o magistrado, o tribunal segue disponível para marcar nova audiência, desde que o pedido seja formalizado no processo.
A audiência também contou com participação do Ministério Público do Trabalho. A procuradora Deborah da Silva Félix acompanhou a sessão e manifestou expectativa de que patrões e empregados avancem no diálogo para evitar a escalada do conflito.
Os rodoviários do município do Rio iniciaram uma greve no dia 29 de junho. O movimento foi suspenso no dia 2 deste mês, após solicitação do TRT-RJ, mas a categoria manteve o estado de greve desde então.
Na prática, o estado de greve indica que os trabalhadores permanecem mobilizados e podem retomar a paralisação, dependendo do andamento das negociações e das decisões relacionadas ao dissídio coletivo no TRT-RJ.
O impasse envolve principalmente o reajuste salarial e as condições de benefícios, como a cesta básica, temas centrais nas discussões entre o Sintraturb-Rio e o Rio Ônibus.
Com o avanço do processo judicial e a possibilidade de retomada das conversas, o desfecho dependerá tanto da disposição para um acordo quanto do julgamento a ser realizado pela Sedic.
Fonte: Agência Brasil
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