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Irã diz ter atingido data center da Amazon no Bahrein e amplia ataques

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã informou, nesta terça-feira (21), que realizou um ataque à central de dados da empresa Amazon, dos Estados Unidos (EUA), sediada no Bahrein. “[Os combatentes da IRGC] atacaram a infraestrutura c

Por REDAÇÃO

21 de julho de 2026 às 16:23 ▪ Atualizado há 1 hora


Irã diz ter atingido data center da Amazon no Bahrein e amplia ataques

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou nesta terça-feira (21) ter atacado e destruído um centro de dados ligado à Amazon no Bahrein, em mais um capítulo da escalada militar no Oriente Médio. Segundo comunicado divulgado pelo braço armado iraniano, a ofensiva teria sido feita com mísseis de cruzeiro.

A Amazon, que presta serviços de computação em nuvem para governos e empresas na região, não havia se pronunciado até o fechamento desta reportagem.

Irã afirma ter destruído infraestrutura da Amazon no Bahrein

De acordo com a IRGC, o alvo no Bahrein seria a “infraestrutura central de dados” de uma unidade da empresa americana. A organização iraniana sustenta que a instalação foi atingida por vários mísseis e teria sido colocada fora de operação.

O texto divulgado pelos iranianos não apresentou imagens nem detalhes técnicos que comprovem a extensão dos danos. Também não informou a localização exata do complexo nem se havia pessoas no local no momento do ataque.

O episódio ocorre após ataques anteriores atribuídos ao Irã contra estruturas relacionadas à Amazon nos Emirados Árabes Unidos e no próprio Bahrein, citados por Teerã como parte de operações recentes na região.

Bahrein fala em ataque “ilegal” e diz ter interceptado investidas aéreas

Em nota, o Exército do Bahrein declarou que o Irã realizou ações “ilegais contra civis” no país. A comunicação oficial, no entanto, não detalhou quais áreas teriam sido atingidas nem mencionou diretamente instalações associadas à Amazon.

As Forças Armadas bahreinistas acrescentaram que conseguiram neutralizar “com sucesso” diversos ataques aéreos iranianos nesta terça-feira. O comunicado também não especificou quantos projéteis foram interceptados ou quais meios de defesa foram utilizados.

Novos alvos: radares dos EUA no Kuwait e base na Jordânia

Além do Bahrein, a Guarda Revolucionária anunciou uma nova rodada de ataques contra estruturas militares dos Estados Unidos no Kuwait. O foco, segundo a IRGC, foram radares de alerta e componentes de defesa antimíssil na Base Aérea de Jaber.

Teerã classificou a ação como uma operação para reduzir a capacidade de detecção do adversário e advertiu que novas “ondas” de drones e mísseis poderiam ocorrer. O comunicado iraniano apresentou a ofensiva como parte de uma estratégia de pressão crescente sobre alvos americanos na região.

Outro anúncio veio na sequência: a IRGC declarou ter atingido uma instalação que abrigaria tropas americanas na área de al-Rukban, na Jordânia. A mídia estatal iraniana Press TV divulgou a alegação de que militares dos EUA teriam morrido no ataque. Até o momento, não há confirmação independente apresentada no texto original para essas mortes.

EUA dizem que ampliaram bombardeios e Trump volta a ameaçar complexo nuclear

Do lado americano, autoridades afirmaram que executaram uma nova onda de ataques com o objetivo de enfraquecer capacidades militares iranianas apontadas como responsáveis por ameaçar o transporte comercial no Estreito de Ormuz.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações no Oriente Médio, informou que os alvos incluíram estruturas de comando, instalações marítimas, áreas de lançamento de mísseis e drones e sistemas de defesa aérea do Irã.

No plano político, o presidente Donald Trump voltou a citar publicamente a possibilidade de atacar o complexo nuclear iraniano conhecido como Montanha Pickaxe, nas proximidades das instalações de Natanz. Em declaração nesta terça-feira (21), ele afirmou que a área poderia ser bombardeada em breve e “com muita força”, indicando que os EUA avaliam intensificar a pressão militar.

Escalada militar pressiona petróleo e eleva alerta sobre rotas marítimas

A intensificação do conflito no Oriente Médio também se reflete no mercado de energia. Nesta semana, o petróleo voltou a subir, com o barril do tipo Brent avançando cerca de 2% nesta terça-feira e chegando a US$ 90. No início de julho, o preço havia recuado para US$ 72, segundo os valores citados no texto original.

O cenário é agravado por riscos crescentes a gargalos marítimos estratégicos. Nesta segunda-feira (21), os houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Estreito de Bab el-Mandeb, rota considerada essencial para o fluxo de navios rumo ao Mar Vermelho.

Os houthis justificaram a medida como retaliação ao que chamaram de “cerco injusto e opressivo” imposto pelos sauditas. A Arábia Saudita negou a acusação, condenou o anúncio e criticou a ameaça a embarcações do Reino que transitem pelo estreito.

O Bab el-Mandeb é visto como uma porta de entrada para o Mar Vermelho e, em caso de bloqueio total, poderia reduzir o abastecimento global em até 7%, conforme a estimativa mencionada no texto. Já o Estreito de Ormuz, diretamente associado à disputa entre Irã e EUA, concentra até 20% do comércio mundial de petróleo.

Em nota divulgada nesta terça-feira, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, disse que o agravamento do conflito aumenta as incertezas e eleva o risco para a segurança do abastecimento global de combustíveis. Ele também destacou que ameaças ao Bab el-Mandeb, visto como alternativa relevante ao Ormuz, ampliam as preocupações do mercado.

Fonte: Agência Brasil



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