Ajuda humanitária
Por REDAÇÃO
21 de julho de 2026 às 17:00 ▪ Atualizado há 1 hora
O governo brasileiro concluiu a missão do hospital de campanha instalado na Venezuela para atender vítimas dos terremotos registrados no fim de junho. A estrutura, operada pela Marinha do Brasil, foi desmontada após semanas de funcionamento e encerrou os trabalhos com 2.695 atendimentos realizados, segundo balanço oficial.
O hospital temporário havia sido montado na cidade de La Guaira, uma das áreas mais impactadas pelos abalos. A decisão de desmobilizar a unidade ocorreu com a redução da demanda emergencial e a finalização do plano de apoio definido pelas autoridades brasileiras.
Durante o período de operação, a equipe brasileira prestou assistência em diferentes frentes, com predominância de casos clínicos. A maior parte dos atendimentos foi em clínica geral, que somou 1.764 registros.
Nessa categoria, foram tratados quadros comuns após desastres, como dor de cabeça, pressão alta, náuseas e desidratação. Situações relacionadas à falta de acesso regular a água potável e a medicamentos também costumam agravar sintomas, especialmente em cenários de deslocamento e abrigos improvisados.
A área de ortopedia respondeu por 356 atendimentos, voltados principalmente a traumatologia, lesões e dores articulares e musculares. Em eventos sísmicos, esse tipo de demanda tende a ser elevado por causa de quedas, impactos e ferimentos associados a desabamentos.
O hospital de campanha também prestou 303 atendimentos em pediatria. Crianças estão entre os grupos mais vulneráveis em situações de crise, tanto pelos riscos de desidratação e infecções quanto pela interrupção de rotinas de cuidado e vacinação.
Outro eixo de atuação foi o suporte psicossocial. Ao todo, 257 atendimentos foram direcionados a diagnósticos ligados à saúde mental, incluindo reações de estresse agudo. Em desastres de grande escala, o acolhimento psicológico é considerado essencial para reduzir impactos imediatos e orientar encaminhamentos.
Além disso, a equipe realizou 15 cirurgias ao longo da missão, ampliando a capacidade de resposta em casos que exigiam intervenção médica mais complexa.
A operação envolveu 102 militares e um conjunto de equipamentos empregados na montagem e no funcionamento da estrutura. Parte do efetivo e do material já havia retornado ao país em voos da Força Aérea Brasileira (FAB).
O restante do grupo e dos equipamentos chegou ao Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira (21), encerrando a etapa logística de repatriação vinculada ao hospital de campanha.
Os abalos que motivaram a mobilização internacional ocorreram em 24 de junho. Foram registrados terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter, com intervalo inferior a um minuto entre eles, o que elevou o potencial de destruição em diferentes regiões do país.
De acordo com a última contagem oficial citada no balanço, o número de mortos supera 5,2 mil. Os tremores provocaram desabamentos e danos estruturais em larga escala, pressionando serviços de saúde e a capacidade local de resposta.
Entre as áreas mais afetadas estiveram La Guaira e Caracas, que concentraram parte significativa dos impactos e da demanda por atendimento emergencial.
A tragédia gerou uma mobilização humanitária de vários países. Equipes de resgate, medicamentos, alimentos e equipamentos foram direcionados à Venezuela como parte do esforço para acelerar buscas, atender feridos e apoiar a população deslocada.
Segundo o relato, na lista de países que enviaram apoio estão Estados Unidos, China, Brasil, México e Reino Unido, entre outros. A cooperação internacional em emergências desse tipo costuma combinar ajuda médica imediata, logística e doações para suprir necessidades urgentes.
Com o encerramento do hospital de campanha brasileiro, a missão entra em sua fase final, marcada pelo retorno das equipes e pela consolidação dos resultados obtidos no atendimento direto às vítimas do desastre.
Fonte: Agência Brasil
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