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PF convoca Jaques Wagner para depor em inquérito sobre o Banco Master

A Polícia Federal (PF) intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) a prestar depoimento no dia 7 de agosto em Brasília. O depoimento ocorrerá no âmbito das investigações de fraudes envolvendo o Banco Master. A PF apura se Wagner recebeu algum tipo de ben

Por REDAÇÃO

21 de julho de 2026 às 17:39 ▪ Atualizado há 1 hora


PF convoca Jaques Wagner para depor em inquérito sobre o Banco Master

A Polícia Federal (PF) convocou o senador Jaques Wagner (PT-BA) para prestar depoimento no dia 7 de agosto, em Brasília. A oitiva faz parte de um inquérito que investiga suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master.

Segundo a linha de apuração, os investigadores querem esclarecer se o parlamentar teria recebido alguma vantagem indevida em troca de atuação no Congresso Nacional em propostas consideradas de interesse da instituição financeira. Até o momento, a PF não divulgou detalhes adicionais sobre quais projetos ou iniciativas legislativas estão no centro das diligências.

Depoimento marcado para 7 de agosto em Brasília

A intimação prevê que Wagner compareça à capital federal para responder às perguntas dos investigadores. O depoimento é um procedimento comum em investigações dessa natureza e serve para que a PF registre a versão do convocado, confronte informações já reunidas e direcione próximos passos da apuração.

O inquérito mira supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e eventuais conexões com agentes públicos. A investigação busca identificar se houve troca de benefícios por apoio político ou institucional, hipótese que o senador nega.

Senador nega irregularidades e diz estar tranquilo

Em Salvador, nesta terça-feira (21), Jaques Wagner falou com jornalistas e afirmou que não cometeu irregularidades. Ele disse estar tranquilo em relação ao caso e que pretende demonstrar sua inocência durante o depoimento.

O senador também indicou que vê a oitiva como oportunidade para esclarecer os fatos e responder aos questionamentos das autoridades. A defesa do parlamentar não apresentou novos documentos publicamente, mas a expectativa é que a versão do senador seja formalizada no depoimento em Brasília.

Operação Compliance Zero e a 9ª fase

O nome de Jaques Wagner já havia aparecido anteriormente no contexto das investigações. Em junho, ele foi citado como alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, etapa que apura suspeitas de relacionamento entre investigados e pessoas com atuação no meio político.

Na ocasião, as diligências mencionaram supostas conexões com o banqueiro Augusto Ferreira Lima, descrito como ex-sócio do Banco Master. Desde então, o senador tem reiterado que não mantém vínculo com a instituição nem com seu proprietário, Daniel Vorcaro.

Relação com investigados: o que Wagner já declarou

Quando o caso ganhou repercussão na fase anterior da operação, Wagner afirmou que não tinha relação com o Banco Master e nem com Daniel Vorcaro. Ao mesmo tempo, admitiu conhecer Augusto Ferreira Lima, personagem citado nas apurações como ex-sócio do banco.

A investigação agora pretende entender se esse contato teve desdobramentos que extrapolariam uma relação pessoal ou social, especialmente no que diz respeito a eventual influência em pautas legislativas. A PF busca verificar se houve contrapartidas indevidas envolvendo apoio a projetos no Congresso.

O que a PF apura no caso do Banco Master

As apurações sobre o Banco Master investigam suspeitas de fraudes e possíveis esquemas de obtenção de vantagens por meio de relações com agentes públicos. No caso específico envolvendo o senador, a suspeita levantada é a de eventual recebimento de benefício em troca de apoio político.

Como o procedimento está em andamento, a PF não detalhou publicamente o conteúdo das evidências já reunidas nem os próximos atos previstos. O depoimento do senador, marcado para 7 de agosto, é uma das etapas para esclarecer a participação — ou inexistência dela — no conjunto dos fatos investigados.

Próximos passos da investigação

Após o depoimento, a PF pode cruzar as declarações com outros elementos do inquérito, como registros de comunicação, documentos, movimentações e depoimentos de outros envolvidos. A depender do que for apurado, o caso pode avançar com novas oitivas e diligências.

Jaques Wagner, por sua vez, sustenta que não houve irregularidade e que conseguirá demonstrar isso às autoridades. O desfecho depende do andamento das investigações e do que for constatado oficialmente no inquérito.

Fonte: Agência Brasil



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