Olho no Brasil

Geral

Fraudes bancárias

PF faz Operação Infiltrados contra fraude de R$ 45 mi em contas da Caixa

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (21) a Operação Infiltrados, para desarticular uma suposta organização criminosa que desviava valores de contas da Caixa Econômica Federal (CEF). Os alvos são suspeitos de subtrair cerca de R$ 45 milhões d

Por REDAÇÃO

21 de julho de 2026 às 19:12 ▪ Atualizado há 45 minutos


PF faz Operação Infiltrados contra fraude de R$ 45 mi em contas da Caixa

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (21) a Operação Infiltrados com o objetivo de desestruturar um esquema suspeito de desvio de dinheiro de clientes e beneficiários com contas na Caixa Econômica Federal. De acordo com as apurações, o grupo teria causado um prejuízo estimado em cerca de R$ 45 milhões, usando acesso indevido a informações protegidas para realizar as subtrações.

A investigação aponta que os crimes teriam sido praticados a partir do uso de dados sigilosos. A partir dessas informações, os suspeitos teriam viabilizado movimentações irregulares e retiradas de valores de contas vinculadas ao banco público, atingindo correntistas e pessoas que recebem benefícios.

Como a Operação Infiltrados foi realizada

A ação mobilizou aproximadamente 120 policiais federais. Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.

No estado do Rio, as diligências ocorreram nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e Cabo Frio. Em São Paulo, os mandados foram executados em Indaiatuba e Salto.

O foco da ofensiva, segundo a PF, é reunir provas, identificar a participação de cada suspeito e interromper o funcionamento do suposto grupo criminoso, que teria atuado de forma organizada para obter vantagens financeiras.

Suspeita de uso de dados sigilosos e participação de servidores

As informações levantadas na investigação indicam que o esquema teria se apoiado no acesso a dados protegidos para atingir contas da Caixa. A suspeita é de que a violação dessas informações tenha sido um dos principais meios para permitir os desvios e dificultar a identificação das fraudes em um primeiro momento.

Além disso, a apuração também aponta para a possível participação de servidores públicos. A suspeita é de que integrantes do setor público tenham contribuído para facilitar o funcionamento do esquema ou para ampliar o alcance das ações criminosas.

Outro ponto investigado é a atuação de advogados no contexto do caso. Conforme a PF, há indícios de que profissionais teriam sido acionados para interferir em eventuais apurações, com a finalidade de atrapalhar investigações e obter acesso a informações restritas.

Suspeita de apoio de contraventores e tentativa de obstrução

Os investigadores também relatam sinais de que o grupo teria contado com suporte de contraventores. Esse tipo de apoio, conforme a linha investigativa, teria facilitado práticas de corrupção de servidores e a contratação de serviços jurídicos com o objetivo de dificultar a responsabilização dos envolvidos.

A PF apura ainda a suspeita de vazamento de informações privilegiadas. A preocupação é de que dados internos e detalhes de procedimentos investigativos possam ter sido acessados indevidamente, o que poderia comprometer etapas de apuração e permitir a antecipação de medidas por parte dos alvos.

Com a coleta de materiais e documentos durante as buscas, a Polícia Federal espera avançar na identificação dos fluxos financeiros, do método utilizado para alcançar as contas e do papel de cada suspeito na estrutura do esquema.

O que diz a Caixa Econômica Federal

Em nota, a Caixa informou que trabalha em conjunto com a Polícia Federal e que contribui para o sucesso de operações voltadas ao combate a fraudes e golpes. O banco destacou que coopera com os órgãos de segurança pública durante investigações e ações operacionais.

A instituição também afirmou que informações relacionadas às apurações são tratadas como sigilosas e repassadas apenas à Polícia Federal e a outros órgãos competentes, para análise e investigação.

Segundo a Caixa, há monitoramento contínuo de produtos, serviços e transações bancárias para identificar movimentações suspeitas, permitindo que casos com indícios de irregularidade sejam investigados.

Próximos passos da investigação

Com o cumprimento dos mandados, a PF deve analisar o material apreendido para aprofundar as suspeitas sobre o desvio estimado em R$ 45 milhões, verificar a eventual participação de agentes públicos e esclarecer se houve tentativa de obstrução por meio do vazamento de dados ou interferência indevida.

As autoridades ainda devem avançar na identificação de possíveis vítimas e na recomposição do caminho percorrido pelos recursos desviados, a fim de mapear a extensão do dano e ampliar o rastreio patrimonial ligado ao caso.

Fonte: Agência Brasil



Olho no Brasil