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Itamaraty alerta brasileiros a evitar viagens após escalada no Oriente Médio

Diante da evolução das tensões relacionadas ao conflito no Oriente Médio, o Ministério das Relações Exteriores emitiu, nesta terça-feira (21), um alerta consular para que brasileiros não viagem para o Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina (Faixa de G

Por REDAÇÃO

21 de julho de 2026 às 19:47 ▪ Atualizado há 1 hora


Itamaraty alerta brasileiros a evitar viagens após escalada no Oriente Médio

O Ministério das Relações Exteriores publicou nesta terça-feira (21) um novo alerta consular recomendando que brasileiros não viajem para regiões consideradas de alto risco em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. A orientação vale para Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina (Faixa de Gaza) e Iêmen.

Na mesma comunicação, divulgada também nas redes sociais, o Itamaraty pede que sejam evitadas viagens não essenciais para outros destinos da região, citando Palestina (Cisjordânia), Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.

Segundo o governo, até o momento não há indicação de restrições para conexões aéreas nesses países. Ainda assim, a chancelaria orienta atenção redobrada a eventuais mudanças rápidas no cenário de segurança.

Países citados no alerta e nível de recomendação

O comunicado diferencia duas situações. Em um grupo, o Itamaraty recomenda que brasileiros não viajem por conta do risco elevado relacionado ao conflito. Nesse bloco estão Irã, Israel, sul do Líbano, Gaza e Iêmen.

Em outro conjunto, a orientação é para que brasileiros evitem deslocamentos não indispensáveis. A lista inclui Cisjordânia, Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.

O alerta consular é atualizado conforme o cenário se modifica e serve de referência para decisões de viagem, rotas e procedimentos de segurança.

Orientações de segurança para brasileiros na região

Para quem já está nesses países, o Ministério das Relações Exteriores recomenda acompanhar informações oficiais nos canais das embaixadas brasileiras e seguir as determinações das autoridades locais.

Entre as medidas destacadas, a chancelaria pede que brasileiros:

• Evitem aglomerações e protestos, especialmente em áreas centrais e próximas a instalações governamentais.

• Não filmem nem fotografem estruturas, veículos ou agentes militares. O governo ressalta que registrar ataques ou acontecimentos ligados ao conflito pode ser interpretado como infração, dependendo da legislação local, com risco de detenção.

• Tenham cautela em redes sociais, evitando publicar imagens, vídeos ou textos sobre o conflito que possam ser entendidos como ofensivos ou ameaçadores à segurança nacional pelas autoridades do país em que estiverem.

• Avaliem as condições antes de sair de casa, hotel ou local de hospedagem, deixando o local apenas quando a situação estiver considerada segura.

Voos, conexões e documentos: o que fazer em caso de imprevistos

O Itamaraty informa que, até agora, não há proibição generalizada de conexões aéreas nos países citados. Mesmo assim, o ministério recomenda que viajantes monitorem atualizações das companhias e dos aeroportos, já que cancelamentos e alterações de rota podem ocorrer sem aviso prévio.

Se houver cancelamento de voo, a orientação é procurar diretamente a companhia aérea para remarcação ou alternativas de embarque.

Outra recomendação prática é conferir a documentação. O governo orienta que brasileiros verifiquem se os documentos de viagem estão válidos e com pelo menos seis meses de validade, medida comum exigida em diversos destinos.

Escalada do conflito motiva o novo comunicado

O alerta consular foi publicado no mesmo dia em que houve novas movimentações na crise regional. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter realizado um ataque a uma central de dados ligada à empresa norte-americana Amazon localizada no Bahrein.

As Forças Armadas do Bahrein confirmaram que o país foi alvo de ataques iranianos e classificaram as ações como ilegais contra civis, sem detalhar quais pontos foram atingidos. Segundo os militares bahreinenses, parte das investidas aéreas teria sido interceptada.

Também foram anunciados, pelo lado iraniano, ataques contra sistemas de radar de alerta e defesa antimísseis dos Estados Unidos no Kuwait, na Base Aérea de Jaber. Além disso, o Irã citou bases norte-americanas como alvos na Jordânia.

EUA relatam ataques e Trump cita complexo nuclear iraniano

Do lado norte-americano, o Comando Central dos Estados Unidos informou que realizou operações contra alvos no Irã, incluindo bases militares, estruturas marítimas, pontos de lançamento de mísseis e drones e sistemas de defesa aérea.

Ainda nesta terça-feira (21), o presidente Donald Trump mencionou o complexo nuclear iraniano conhecido como Montanha Pickaxe, próximo das instalações nucleares de Natanz, em declaração interpretada como ameaça no contexto da escalada.

Impacto econômico: petróleo volta a subir com tensão no Oriente Médio

Com o aumento das hostilidades, o mercado de energia reagiu. O preço do petróleo voltou a avançar nesta semana, com o barril do tipo Brent registrando alta em torno de 2% e alcançando a faixa de US$ 90.

A movimentação ocorre em meio ao agravamento do conflito e ao efeito político sobre entendimentos que vinham sendo costurados entre Irã e Estados Unidos, elevando a percepção de risco na região.

Fonte: Agência Brasil



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