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Guterres chega à Síria e sinaliza apoio à transição após queda de Assad

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres​, chegou à Síria neste sábado (25) para uma visita histórica, a primeira de um chefe da ONU desde 2009, antes do início da guerra civil no país, em 2011. O ministro dos Negóc

Por REDAÇÃO

25 de julho de 2026 às 12:16 ▪ Atualizado há 4 horas


Guterres chega à Síria e sinaliza apoio à transição após queda de Assad

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, desembarcou neste sábado (25) na Síria para uma agenda considerada histórica. Trata-se da primeira viagem de um chefe da ONU ao país desde 2009, antes do início da guerra civil síria, em 2011.

A chegada ocorreu no aeroporto internacional de Damasco. De acordo com a agência estatal Sana, Guterres foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, que acompanhou a comitiva no desembarque.

Visita é a primeira desde 2009 e deve durar três dias

A passagem de Guterres pela Síria está prevista para durar três dias. A viagem acontece mais de um ano depois da mudança de poder em Damasco, quando as novas autoridades, lideradas por Ahmed al-Charaa, derrubaram o então presidente Bashar al-Assad.

Com a visita, Guterres se torna o primeiro secretário-geral a retornar ao país desde Ban Ki-moon, que esteve na Síria em 2009. Desde então, o cenário sírio foi profundamente transformado por mais de uma década de conflito, deslocamentos e crise humanitária.

ONU deve reafirmar apoio ao processo de transição na Síria

A expectativa é que o secretário-geral use a viagem para sinalizar apoio ao processo de transição política em curso. O objetivo, segundo indicam declarações da ONU, é reforçar publicamente o acompanhamento internacional e a disposição de assistência ao povo sírio durante a reestruturação institucional do país.

O porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, afirmou que o foco não se limita à recuperação após mais de 13 anos de guerra, mas inclui também a necessidade de “criar as condições para um futuro mais estável e inclusivo para todos os sírios”.

Nesse contexto, a ONU pretende reiterar seu papel de apoiar e acompanhar os sírios na busca por metas de reconstrução e reorganização do Estado, em um momento considerado decisivo para o futuro político do país.

Comunidade internacional cobra instituições fortes e inclusão de minorias

Desde que Ahmed al-Charaa assumiu o comando do país, governos e organismos internacionais têm pressionado as novas autoridades a consolidarem instituições públicas funcionais e eficazes. A cobrança inclui a implementação de um modelo de governança que contemple os diversos segmentos da sociedade síria.

Um ponto central dessa demanda é a garantia de participação e representação das minorias no processo político, com o argumento de que a inclusão é condição essencial para reduzir tensões internas e aumentar a legitimidade das novas estruturas de poder.

A presença do secretário-geral em Damasco ocorre, portanto, em um ambiente de expectativa sobre os rumos da transição e sobre a capacidade do novo governo de responder a desafios acumulados ao longo de anos de instabilidade.

Papel das Nações Unidas na reconstrução e na estabilidade

De acordo com Dujarric, Guterres deve enfatizar durante a visita o compromisso da ONU em atuar como parceira no processo de reconstrução e estabilização. A mensagem esperada é a de que a organização seguirá acompanhando o país e oferecendo suporte para que a transição resulte em uma estrutura política mais ampla e representativa.

A viagem também marca um gesto simbólico: a retomada de uma presença de alto nível da ONU em território sírio após um longo período sem visitas de secretários-gerais. O deslocamento reforça o entendimento de que o cenário pós-Assad abriu uma nova etapa, que tende a exigir monitoramento e interlocução internacional constantes.

Ao final da agenda, a sinalização de apoio ao processo de transição e a reafirmação do papel da ONU devem compor o eixo central da visita, em meio à pressão externa por reformas, inclusão política e fortalecimento institucional.

Fonte: Agência Brasil



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