Vôlei feminino
Por REDAÇÃO
25 de julho de 2026 às 14:06 ▪ Atualizado há 2 horas
A seleção brasileira feminina de vôlei está na decisão da Liga das Nações (VNL) pela primeira vez. Em Macau, na China, o time comandado por José Roberto Guimarães superou a Itália — atual campeã mundial e olímpica — em um duelo de cinco sets e garantiu vaga na final contra a Turquia.
A partida foi marcada por equilíbrio, mudanças de momento e desempenho decisivo do bloqueio brasileiro nos pontos-chave. As parciais foram: 25/21, 21/25, 24/26, 25/21 e 15/12.
O triunfo tem peso especial para o Brasil. Em edições recentes, a equipe brasileira havia ficado com o vice-campeonato após perder a final para as italianas (em 2022 e 2025). Desta vez, mesmo diante de um adversário acostumado a decisões e com elenco estrelado, o Brasil manteve a consistência emocional e buscou a vitória na base da regularidade.
O início foi adverso: a Itália saiu na frente ao levar o primeiro set. A resposta brasileira veio rapidamente, com melhora na virada de bola e maior eficiência nos contra-ataques para empatar a partida na segunda parcial.
O principal nome em números foi Ana Cristina. A ponteira terminou como maior pontuadora do jogo, com 23 acertos, e foi referência nos momentos de pressão, ajudando o time a sustentar o volume de jogo quando a Itália acelerou o ritmo.
Após o duelo, a jogadora ressaltou o desgaste acumulado do torneio e valorizou a convicção do grupo de que era possível superar a campeã. Ela também lembrou que, no ano anterior, não conseguiu atuar na reta final por causa de uma lesão no joelho sofrida ainda na primeira fase.
Outra atuação importante foi a de Júlia Bergmann, que somou 15 pontos e apareceu em um lance simbólico da partida. No fim do terceiro set, a ponteira anotou um ponto de bloqueio que ajudou a selar a parcial em 26/24 e colocou o Brasil à frente no placar por 2 sets a 1.
O set foi um dos mais tensos do confronto, com ralis longos e alternância de liderança. A vantagem brasileira ao fim dessa parcial deu ao time uma margem importante, ainda que a Itália tenha reagido na sequência.
O resultado veio apesar de ausências relevantes. O Brasil não contou com a ponteira Gabi, em razão de desconforto na região lombar, e também teve baixas por lesão: a oposta Tainara e a central Julia Kudiess. Além delas, Nyeme também ficou fora.
Mesmo com a equipe mexida, o plano tático funcionou. O bloqueio brasileiro foi decisivo para reduzir o impacto das principais opções ofensivas italianas, com boa leitura para conter as opostas Paola Egonu e Ekaterina Antropova. A estratégia diminuiu o volume de pontos em bolas altas e forçou a Itália a buscar mais variações, aumentando o risco de erros.
No quarto set, a Itália retomou o controle, ajustou a distribuição e empatou o jogo ao fechar em 25/21, levando a definição para o tie-break.
No set decisivo, o Brasil abriu 7/4 aproveitando falhas das adversárias, mas a Itália reagiu e encostou até igualar em 9/9. A partir daí, a seleção brasileira aumentou a agressividade no saque, voltou a pontuar no bloqueio e teve maior precisão na definição dos ataques. O fechamento em 15/12 confirmou a classificação para a final e a eliminação da atual campeã.
O técnico José Roberto Guimarães avaliou o resultado como um passo importante, principalmente pelo desempenho de atletas mais jovens em um jogo de peso. Ele também lembrou que a equipe está em processo de construção, com atenção ao ciclo olímpico, ainda que o objetivo imediato seja disputar o título da Liga das Nações.
Na visão do treinador, a equipe ainda precisa “subir o último degrau” para conquistar o troféu, e a final exigirá entrega e postura competitiva do início ao fim.
A decisão da VNL feminina será neste domingo (26), às 8h30 (horário de Brasília), em Macau (China). O adversário será a Turquia, que avançou ao vencer a China por 3 sets a 0 (25/21, 25/15 e 25/20) na outra semifinal, em confronto com menos de 1h20 de duração.
A seleção turca terminou a primeira fase na quarta colocação e busca o bicampeonato. O primeiro título veio em 2023. Já o Brasil tenta conquistar um troféu inédito na competição e transformar a vitória sobre a Itália em impulso para a partida mais importante do torneio.
Fonte: Agência Brasil