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Violência contra a mulher

Alana Rosa pede justiça após tentativa de feminicídio em São Gonçalo

Alana Rosa foi agredida com 15 facadas por Luiz Felipe Sampaio após recusar pedido de namoro

Por Admin

06 de abril de 2026 às 12:59


Alana Rosa pede justiça após tentativa de feminicídio em São Gonçalo

Aos 20 anos, Alana Rosa decidiu se pronunciar publicamente pela primeira vez desde que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Em um vídeo divulgado no domingo (5) no perfil da mãe, a jovem cobrou justiça e afirmou que abriu mão da privacidade para reforçar a pressão social por punição ao agressor, Luiz Felipe Sampaio.

Alana foi atacada no início de fevereiro, dentro da casa da família, após um homem invadir o imóvel e golpeá-la com 15 facadas. Segundo ela, tornar o caso público é parte da estratégia para que o processo não seja esquecido e para que outras mulheres não passem pela mesma violência.

Vídeo marca primeira fala pública e reforça pedido de punição

No depoimento, Alana afirma que muitas vítimas de violência enfrentam o dilema de expor a própria história para conseguir respostas do sistema de Justiça. Ela diz que escolheu falar para exigir que o suspeito responda pelo crime e para manter o caso em evidência.

A jovem também destacou a necessidade de transformar a indignação em mobilização coletiva. Para ela, o episódio evidencia a vulnerabilidade das mulheres em diferentes ambientes, inclusive dentro de casa, e reforça a discussão sobre prevenção e responsabilização em casos de violência de gênero.

Audiência está marcada para 15 de abril e vítima convoca manifestação

Alana informou que a primeira audiência do caso está agendada para o dia 15 de abril. No vídeo, ela pediu apoio popular e convidou a população a participar de uma manifestação em frente ao fórum na data, como forma de manter a pressão por andamento do processo.

De acordo com a jovem, detalhes sobre horário, organização e orientações do ato serão compartilhados nas redes sociais por meio do perfil da mãe. Ao final da mensagem, Alana agradeceu as demonstrações de solidariedade, as mensagens de apoio e as correntes de oração que, segundo ela, ajudaram durante a recuperação.

Entenda o que aconteceu: perseguição após encontro em academia

As informações reunidas no caso indicam que Luiz Felipe Sampaio passou a seguir Alana depois de vê-la em uma academia. Com o tempo, ele teria começado a enviar presentes e, em seguida, deixou um bilhete com um pedido de namoro.

Alana recusou o pedido. Após a negativa, o homem foi até a residência da jovem, mas não conseguiu se aproximar. No dia seguinte, retornou ao local e invadiu a casa da família, quando ocorreu o ataque com 15 golpes de faca.

Prisões e andamento do caso em São Gonçalo

Após o ataque, Alana foi encontrada ferida pela mãe, Jaderluce Anísio de Oliveira, que prestou socorro. O suspeito foi preso em flagrante e permanece detido na Cadeia Pública Juíza Patrícia Acioli, em São Gonçalo.

A expectativa agora se concentra na audiência marcada para abril, considerada o primeiro passo formal do processo. Familiares e apoiadores defendem que a tramitação siga com celeridade e que a responsabilização do acusado ocorra de forma rigorosa.

Caso reacende debate sobre feminicídio e segurança de mulheres

A fala pública de Alana reacende discussões recorrentes sobre violência contra a mulher, stalking (perseguição), ameaças e a escalada de agressões após recusas ou rompimentos. Especialistas e entidades de defesa dos direitos das mulheres costumam alertar que comportamentos insistentes e invasivos podem ser sinais de risco e devem ser levados a sério.

Ao pedir que o caso não caia no esquecimento, Alana busca ampliar a conscientização sobre o tema e reforçar a cobrança por medidas efetivas de proteção. A mobilização em torno do processo, segundo ela, também tem o objetivo de estimular mudanças capazes de evitar que crimes semelhantes se repitam.

Fonte: UrbNews



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