Olho no Brasil

Brasil

Polêmica na TV

Silvia Abravanel diz que fala de Ratinho sobre Erika Hilton não foi crime

A empresária revelou sua opinião sobre o caso em entrevista ao jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles

Por Admin

31 de março de 2026 às 17:30


Silvia Abravanel diz que fala de Ratinho sobre Erika Hilton não foi crime

Silvia Abravanel, empresária e apresentadora, afirmou que não enxerga como crime as declarações feitas por Carlos Massa, o Ratinho, sobre a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP). A avaliação foi dada em entrevista ao jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, nesta terça-feira (31).

O tema ganhou repercussão após comentários exibidos no programa de Ratinho no SBT, em 11 de abril. Na ocasião, o apresentador questionou a identidade de gênero da parlamentar ao dizer que não a considera mulher por ela não ter útero e não menstruar.

O que Ratinho disse sobre Erika Hilton

As falas ocorreram enquanto Ratinho comentava a escolha de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em Brasília. O trecho do programa circulou nas redes e impulsionou o debate público sobre transfobia, liberdade de expressão e limites de opinião em emissoras de TV.

Erika Hilton, eleita deputada federal em 2022, é uma das parlamentares mais conhecidas do PSol e atua com pautas ligadas a direitos humanos. A presidência da comissão é um cargo simbólico e estratégico na agenda legislativa relacionada a políticas para mulheres.

Silvia Abravanel: “não foi um crime”

Na entrevista, Silvia disse que, por se tratar de uma figura pública, Erika estaria exposta a manifestações diversas, incluindo críticas. Para ela, a fala de Ratinho não teria ultrapassado o limite de um posicionamento pessoal.

A apresentadora também sustentou que não houve, na visão dela, um ataque direto à dignidade ou à moral da deputada. Silvia acrescentou que quem trabalha sob exposição constante, como políticos e comunicadores, precisa lidar com avaliações favoráveis e desfavoráveis.

Silvia Abravanel se filiou recentemente ao PSD e afirmou que pretende disputar uma vaga de deputada federal. No mesmo contexto, ela ressaltou que a atuação política coloca qualquer pessoa sob maior escrutínio e sob reações públicas mais intensas.

Exposição pública, críticas e debate político

Ao justificar seu posicionamento, Silvia afirmou que pessoas que ocupam espaço na televisão ou na política acabam tendo a vida amplificada e, por isso, recebem comentários de diferentes origens. Ela repetiu a ideia de que, ao se colocar publicamente, a pessoa “abre” sua trajetória para elogios e questionamentos.

A declaração da filha de Silvio Santos ocorre em meio a uma discussão recorrente no país: até que ponto opiniões veiculadas em programas de grande audiência podem ser consideradas críticas legítimas, e quando passam a ser entendidas como discurso discriminatório.

Contato entre SBT e Erika Hilton

Silvia também afirmou não ter sido informada sobre um contato telefônico entre o SBT e Erika Hilton a respeito do caso. A existência desse telefonema havia sido mencionada pela deputada em entrevista a uma coluna do próprio Metrópoles.

O teor do diálogo não foi detalhado por Silvia na entrevista, e ela disse não ter acompanhado internamente os desdobramentos dessa tentativa de comunicação.

Como Silvia acredita que Silvio Santos reagiria

Questionada sobre como Silvio Santos se posicionaria diante da polêmica, Silvia disse acreditar que o pai adotaria uma postura de neutralidade. O apresentador e empresário morreu em agosto de 2024.

Segundo ela, Silvio defenderia que apresentadores e comunicadores têm autonomia para expressar o que pensam. Na avaliação da empresária, o comentário de Ratinho teria sido uma opinião pessoal, sem a intenção de atingir a dignidade de Erika Hilton, o que reforçaria a ideia de “imparcialidade” do fundador do SBT no episódio.

Repercussão e próximos passos

As falas de Ratinho e a reação pública ao conteúdo seguem alimentando discussões sobre diversidade, direitos de pessoas trans e responsabilidade editorial em programas de TV aberta. O caso também colocou em evidência o papel de figuras públicas — sejam parlamentares, apresentadores ou executivos de mídia — na condução de debates que têm grande impacto social.

Até o momento, a entrevista de Silvia Abravanel se soma às manifestações que defendem que o episódio deve ser tratado como opinião, enquanto críticos das declarações afirmam que a fala reforça estigmas e pode caracterizar discriminação. A controvérsia permanece em curso no ambiente político e nas redes sociais.

Fonte: UrbNews



Olho no Brasil