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Piauí recupera 15,6 mil celulares e reduz roubos em 53% com programa

O programa atua na localização dos dispositivos, devolve os aparelhos às vítimas e ajuda no combate à criminalidade

Por Admin

24 de abril de 2026 às 12:00


Piauí recupera 15,6 mil celulares e reduz roubos em 53% com programa

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) informou que recuperou cerca de 15,6 mil celulares roubados entre 2023 e o primeiro trimestre de 2026. O resultado é atribuído ao programa Meu Celular de Volta, iniciativa que combina tecnologia e ações policiais para localizar aparelhos com restrição, devolvê-los às vítimas e enfraquecer o mercado de receptação.

Segundo os dados divulgados, a eficiência do programa contribuiu para uma queda de 53% nos casos de roubo de celulares no estado entre 2022 e 2025. A proposta se tornou referência nacional e passou a inspirar ações semelhantes em outras unidades da federação.

Como funciona o programa Meu Celular de Volta

O foco do Meu Celular de Volta é identificar dispositivos roubados ou furtados que voltam a circular. Para isso, a SSP-PI utiliza recursos tecnológicos baseados em rastreamento e cruzamento de informações, o que permite localizar aparelhos com registro de restrição assim que eles são reativados.

Quando um celular com queixa de roubo ou furto volta a ser usado, o sistema consegue reconhecê-lo e disparar uma notificação com orientações sobre como proceder para a devolução às autoridades. A comunicação ocorre, em grande parte, por mensagens enviadas por WhatsApp, com um volume diário de centenas de avisos, de acordo com o balanço apresentado.

Além do monitoramento digital, o programa também se apoia no trabalho operacional. Celulares recolhidos em ações e abordagens policiais são submetidos a checagens para verificar se há restrição registrada antes de serem devolvidos aos proprietários.

Números da recuperação crescem ano a ano

O levantamento aponta uma evolução constante na quantidade de aparelhos recuperados desde a criação e consolidação da iniciativa. Em 2023, foram 5.893 celulares localizados e restituídos. Já em 2024, o total subiu para 5.939 aparelhos com restrição que acabaram apreendidos e encaminhados para devolução.

Ao final de 2025, o estado já contabilizava mais de 15 mil celulares recuperados em três anos de atuação. Com a soma do primeiro trimestre de 2026, o total informado chegou a aproximadamente 15,6 mil.

Na avaliação da SSP-PI, os dados indicam que o método de identificação e a rotina de notificações ajudam a ampliar o retorno dos aparelhos às vítimas e, ao mesmo tempo, aprimoram a capacidade do estado de mapear pontos de revenda e circulação de itens oriundos de crimes.

Impacto no roubo e na receptação de celulares

Para o governo do Piauí, o principal efeito da política pública não se limita à recuperação dos dispositivos. O programa também atua como ferramenta de prevenção, ao reduzir o incentivo econômico que alimenta o roubo e a revenda de celulares.

O governador Rafael Fonteles afirmou que a iniciativa mira um tipo de crime que, pela escala, impacta diretamente a vida cotidiana da população. “Esse programa gera uma solução a um crime que, em quantidade, talvez seja o que mais afete a população brasileira. Mais de 60% das pessoas notificadas com celular fruto de roubo, devolveram o aparelho para as autoridades. O principal efeito dessa política de recuperação e restituição é a inibição de roubo de celular, da receptação e venda pro consumidor”, declarou.

Conforme o balanço, a taxa de devolução citada — superior a 60% entre os notificados — reforça a estratégia de desestimular a compra de aparelhos sem procedência. A lógica é simples: ao aumentar as chances de rastreio e recuperação, o risco de manter um celular irregular cresce, tornando o comércio clandestino menos atrativo.

Programa vira referência e inspira outros estados

Com os resultados apresentados, o Meu Celular de Volta ganhou destaque por unir tecnologia, comunicação direta com usuários e procedimentos de verificação em operações policiais. A SSP-PI aponta que o modelo se consolidou como referência no país e passou a ser replicado por outros estados, interessados em estratégias para reduzir roubos e melhorar a restituição de bens às vítimas.

A iniciativa também se insere no debate sobre segurança pública e consumo responsável. Especialistas e autoridades têm apontado que a compra de celulares de origem duvidosa mantém a cadeia do crime. Ao atuar na ponta da recuperação e na interrupção da revenda, o programa busca atacar simultaneamente o problema e sua sustentação econômica.

Com a continuidade das ações e o uso intensivo de dados, a expectativa é que o sistema permaneça ampliando o número de aparelhos recuperados e contribuindo para a redução dos registros de roubo e para o combate à receptação no Piauí.

Fonte: UrbNews



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