Eleições 2026
Por Admin
08 de abril de 2026 às 12:18
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira (7) que uma eventual derrota do partido na disputa presidencial de 2026 pode significar mais uma década de prisão para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita em São Paulo, durante um encontro do setor financeiro promovido pelo Bradesco BBI.
Ao comentar o cenário político interno da sigla, Valdemar associou a necessidade de união partidária ao objetivo eleitoral de voltar ao Palácio do Planalto. Para ele, divergências públicas dentro do PL precisam ser contidas para evitar desgaste e perda de força na próxima eleição.
A fala ocorreu no contexto do que Valdemar descreveu como “fogo amigo” dentro do partido. Nos últimos dias, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) voltou a se envolver em atritos com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com discussões que repercutiram nas redes sociais.
Valdemar elogiou Nikolas, a quem classificou como um destaque nacional entre os nomes da direita, e disse que pretende conversar com ambos para reduzir o nível de conflito. Segundo ele, já há uma agenda prevista para tratar do tema com Eduardo Bolsonaro no exterior.
O dirigente declarou que viajará no dia 19 para Miami, onde pretende se reunir com Eduardo. A intenção, afirmou, é garantir que divergências sejam resolvidas internamente e que a legenda siga coesa, mirando a disputa de 2026.
No evento, Valdemar também revisitou a campanha presidencial de 2022 e avaliou que o resultado foi influenciado por escolhas estratégicas consideradas inadequadas. Na leitura do dirigente, a derrota ocorreu por detalhes e por decisões tomadas de forma rígida pela liderança do grupo político.
Entre os pontos citados, Valdemar mencionou a escolha do general Walter Braga Netto como candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro. Ele também apontou a condução da pandemia de Covid-19 como um dos fatores que afetaram a performance eleitoral.
Na avaliação do presidente do PL, o desenho do governo anterior teria dificultado a articulação política, especialmente no começo do mandato. Ele afirmou que a presença numerosa de militares na estrutura do Executivo teria contribuído para problemas na relação com a política tradicional e com o Congresso.
Ao projetar 2026, Valdemar sinalizou que o partido defende mudanças na composição de chapa e na estratégia de comunicação. Ele sugeriu que, em uma eventual candidatura ligada a Flávio Bolsonaro (PL), a escolha do vice poderia seguir um caminho diferente do adotado em 2022.
A proposta apresentada é que uma mulher ocupe o posto de vice-presidente, como forma de ampliar o alcance eleitoral e dialogar com um público em crescimento no cenário político. Valdemar argumentou que a presença feminina tem ganhado força e defendeu maior protagonismo das mulheres em posições de liderança.
Valdemar reconheceu que o desempenho do PL no Nordeste em 2022 foi ruim e classificou a região como o principal ponto de atenção do partido para a próxima eleição. Segundo ele, para reduzir a vantagem do PT no Nordeste, a legenda precisará buscar composições com nomes que, até pouco tempo, eram considerados adversários.
O Ceará apareceu como foco central dessa estratégia. Valdemar declarou que vê em Ciro Gomes (hoje no PSDB) a principal alternativa para enfrentar o PT no estado, defendendo uma aproximação política com o ex-ministro e ex-governador.
Para viabilizar o diálogo, o presidente do PL afirmou que já tomou medidas para diminuir obstáculos entre as partes, incluindo o recuo em disputas judiciais. A justificativa, segundo ele, é abrir espaço para um acordo eleitoral, deixando desentendimentos do passado em segundo plano.
Em Minas Gerais, Valdemar reiterou a aposta no deputado Nikolas Ferreira como um dos principais nomes do partido. Ele afirmou que a expectativa de votação alta do parlamentar tem atraído interessados em migrar para a legenda para aproveitar o possível efeito de puxador de votos.
O dirigente disse ter barrado a entrada de oito deputados com mandato que tentaram se filiar com esse objetivo. Segundo ele, a decisão foi tomada para evitar que o partido vire apenas um destino de conveniência eleitoral e para preservar a estratégia de composição interna do PL no estado.
As declarações de Valdemar ocorreram em meio a um cenário de reorganização das forças da direita para 2026, com disputas por espaço, tentativas de alianças regionais e o esforço do PL para manter unidade entre seus principais quadros.
Informações de Mariana Grasso, da Folhapress.
Fonte: UrbNews
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