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Janja diz que carne de paca era legalizada e vídeo gera debate ambiental

As buscas sobre a legislação que abarca a caça de animais silvestres subiram após a repercussão do vídeo

Por Admin

08 de abril de 2026 às 14:05


Janja diz que carne de paca era legalizada e vídeo gera debate ambiental

No domingo de Páscoa (5), a primeira-dama Janja da Silva publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece preparando uma receita para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na gravação, ela menciona o uso de carne de paca, um animal silvestre cuja caça é proibida no Brasil.

A postagem rapidamente gerou questionamentos de seguidores sobre a origem do alimento e sobre o risco de incentivo à caça ilegal. No vídeo, Lula elogia o prato e diz que nunca havia comido uma carne de paca tão saborosa.

Críticas após menção à carne de paca

Nos comentários, parte do público associou a publicação a uma possível irregularidade ambiental. A preocupação foi motivada pelo fato de a caça de animais silvestres ser vedada pela legislação brasileira, e por a paca estar entre as espécies frequentemente citadas em discussões sobre tráfico e consumo de fauna.

Pelas regras em vigor, animais silvestres são protegidos e sua exploração é restringida. Ainda assim, o consumo de carne de paca pode ocorrer quando há comprovação de que o produto veio de origem legal, como criadouros autorizados.

Janja afirma que carne veio de produtor regularizado

Após a repercussão, Janja se manifestou nos comentários para rebater as acusações de ilegalidade. Ela declarou que a carne teria sido um presente e que a procedência seria regular.

Segundo a primeira-dama, o produto veio de um produtor legalizado e, portanto, não estaria ligado à caça. Ela também citou que programas jornalísticos já abordaram a criação de pacas no país e afirmou que a comercialização é permitida quando o animal é proveniente de criadouros autorizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O que diz a fiscalização do Ibama sobre criadouros de animais silvestres

A criação legal de fauna silvestre é tema que costuma gerar dúvidas porque envolve regras específicas. O Ibama é um dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle de atividades relacionadas a animais silvestres, incluindo criadouros autorizados.

Para que um empreendimento do tipo seja aprovado, são exigidas etapas como licenciamento ambiental, registro no órgão competente, controle sanitário e a presença de um responsável técnico. Além disso, é necessário manter registros que permitam rastrear a origem dos animais.

Essas exigências, somadas à fiscalização, ajudam a explicar por que há poucos criadores devidamente autorizados, o que torna a comprovação de procedência um ponto central nesse tipo de discussão.

Reação de Luisa Mell questiona impacto da publicação

A polêmica também ganhou força com a reação de Luisa Mell, ativista da causa animal. Em um vídeo publicado nas redes, ela criticou a decisão de divulgar o conteúdo e questionou as consequências do post.

Luisa Mell argumentou que a postagem poderia ser interpretada como estímulo ao consumo de animais silvestres e, indiretamente, à caça. Para a ativista, a exposição do prato em um perfil de grande alcance teria potencial de aumentar o interesse do público por esse tipo de carne.

Ativista cita papel ecológico da paca e critica criação em cativeiro

Na crítica, Luisa Mell também destacou o papel da paca no equilíbrio ambiental. Segundo ela, o animal contribui para a dispersão de sementes, o que influencia a regeneração e a manutenção de áreas florestais.

A ativista acrescentou que a criação de animais silvestres em cativeiro é alvo de contestação por parte de defensores dos direitos animais. Ela afirmou que esses animais não se adaptariam bem a esse tipo de manejo e citou características comportamentais da paca, como a tendência de não viver em grupo, o que, segundo ela, aumentaria o sofrimento quando mantida em condições de criação.

Ao final, a ativista disse ter ficado frustrada com a atitude de Janja, por entender que a primeira-dama se identifica com pautas ligadas à proteção animal.

Debate reacende dúvidas sobre caça e consumo de fauna

Com a repercussão, o tema voltou a circular com força nas redes e estimulou buscas sobre a legislação ambiental ligada à fauna silvestre. A discussão se concentra em dois pontos: a proibição da caça e a possibilidade de comercialização quando a origem é legal e rastreável.

O episódio também evidencia como publicações de figuras públicas podem amplificar debates sobre meio ambiente, fiscalização e bem-estar animal, especialmente quando envolvem espécies silvestres e temas sensíveis como a cadeia de produção e a origem de alimentos.

Fonte: UrbNews



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