Escalada no Oriente Médio
Por Admin
07 de abril de 2026 às 22:25
A tensão entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) divulgou mensagens ameaçadoras nas redes sociais após declarações do presidente Donald Trump, que elevou o tom e afirmou que “toda civilização iraniana vai morrer”.
Em publicações no X, o porta-voz da corporação, Ibrahim Thul-Fiqari, sugeriu que uma resposta rápida do Irã teria capacidade de causar impacto em escala global. Segundo ele, um eventual ataque “relâmpago” poderia “remodelar o planeta”, em meio ao cenário de confronto na região.
Nas mensagens, Thul-Fiqari afirmou que a Guarda Revolucionária considera encerrado o período de negociações. Ele escreveu que as forças iranianas estariam prontas para uma etapa de “erradicação e aniquilação total”, caso os EUA adotem, nas palavras dele, qualquer “passo perigoso”.
O porta-voz também direcionou alertas diretos a Washington, pedindo que o governo americano não “teste a paciência”. Em outro trecho, afirmou que instalações fortificadas não seriam suficientes para proteger alvos de uma eventual retaliação, sugerindo que abrigos subterrâneos não impedirão danos.
Thul-Fiqari ainda afirmou que os Estados Unidos poderiam “arder” em um conflito ainda mais intenso no Oriente Médio, caso a Casa Branca avance com novas ações militares. Entre as frases publicadas, ele citou que o Irã teria capacidade de reduzir cidades a escombros em pouco tempo e “fazer a terra tremer” sob seus adversários.
Além dos textos, a IRGC divulgou um vídeo que mostra funcionários em um ambiente descrito como uma sala de comando. O conteúdo foi apresentado como uma demonstração de prontidão operacional, em meio ao aumento do atrito verbal entre Teerã e Washington.
Não há, no material, confirmação independente sobre a data ou o local das imagens. Ainda assim, a publicação reforça a estratégia do órgão de projetar capacidade militar e dissuasão em público.
Do lado americano, Trump voltou a se manifestar sobre o conflito e afirmou que “algo revolucionário” pode acontecer ainda nesta noite, quando se encerra o prazo mencionado por ele para a reabertura do Estreito de Hormuz.
No domingo, o presidente dos EUA afirmou que o limite para a reabertura do canal seria às 20h desta segunda-feira no horário da Costa Leste (21h em Brasília e 3h30 no Irã). O estreito é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, por onde passa parcela relevante do comércio global de petróleo.
Na manhã desta segunda, Trump publicou nova mensagem na rede Truth. No texto, mencionou a possibilidade de uma “mudança de regime completa” no Irã e classificou o momento como “um dos mais importantes” da história. Na mesma linha, voltou a fazer declarações duras ao afirmar que uma “civilização toda vai morrer”.
O aumento da retórica acontece um dia após Trump ter dito que o novo comando do Irã estava “cooperando”. A avaliação foi interpretada como mais um exemplo da variação de tom do republicano diante da guerra: em determinados momentos, ele sugere abertura para um entendimento; em outros, amplia as ameaças e acena com escalada.
O texto original aponta que o Irã vem sendo atacado desde 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, contexto que ajuda a explicar o endurecimento das declarações públicas tanto em Teerã quanto em Washington.
Autoridades iranianas também responderam ao ultimato americano com um recado de resistência. Segundo informações atribuídas à agência RFI, oficiais ligados à Guarda Revolucionária afirmaram que o país teria capacidade de sustentar o confronto por mais tempo.
“Estamos prontos para lutar por mais seis meses”, disseram, de acordo com a reportagem citada. A sinalização indica que o Irã pretende demonstrar resiliência e dissuadir novos movimentos dos EUA, mesmo diante do risco de ampliação do conflito.
A troca de ameaças ocorre em um momento em que a segurança marítima no Golfo e os desdobramentos no Estreito de Hormuz seguem como pontos centrais para governos e mercados. Uma interrupção prolongada nessa rota pode afetar preços de energia e o abastecimento global, elevando a pressão internacional por desfechos menos instáveis.
Com informações da Folhapress.
Fonte: UrbNews
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