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STF julga prazo para Alcolumbre prorrogar CPMI do INSS nesta quinta

Caso não seja prorrogada, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) encerrará seus trabalhos neste sábado (28)

Por Admin

24 de março de 2026 às 15:24


STF julga prazo para Alcolumbre prorrogar CPMI do INSS nesta quinta

O Supremo Tribunal Federal (STF) coloca em pauta nesta quinta-feira (26) a decisão individual do ministro André Mendonça que fixou prazo de 48 horas para o senador Davi Alcolumbre (União-AP) formalizar a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

A análise será feita em sessão presencial do plenário, com participação dos dez ministros que compõem a Corte. O julgamento deve definir se a determinação de Mendonça permanece válida ou se será revertida.

O que o STF vai analisar

A controvérsia envolve a ordem do ministro André Mendonça para que Alcolumbre oficialize, dentro de 48 horas, a extensão do funcionamento da CPMI. O despacho impôs um prazo objetivo e vinculou a continuidade das apurações ao cumprimento dessa formalização.

Caso não haja a prorrogação dentro do período fixado, os trabalhos da comissão correm o risco de serem encerrados neste sábado (28). Essa data marca o limite previsto para a realização de depoimentos, requisições de informação e a votação do relatório final.

Com a discussão indo ao plenário, o STF deverá decidir se mantém a medida, dando eficácia ao prazo estabelecido, ou se derruba a decisão, o que pode alterar o calendário e o destino da investigação parlamentar.

Prazo de 48 horas e risco de encerramento no sábado

Pelo cronograma atual, a CPMI do INSS está na reta final. O encerramento dos trabalhos neste sábado (28) é apontado como consequência direta da ausência de uma prorrogação formal dentro do prazo determinado pela decisão do ministro.

Na prática, o tempo curto pressiona a cúpula do Congresso a tomar uma decisão imediata sobre a continuidade da comissão. A avaliação do STF, portanto, tem impacto direto sobre a capacidade de a CPMI produzir novas diligências e consolidar suas conclusões.

O tema também envolve a condução institucional do processo: a prorrogação depende de atos formais e pode definir se a investigação terá fôlego para concluir todas as etapas previstas.

Alternativa: presidente da CPMI pode estender os trabalhos

Há ainda uma possibilidade alternativa no comando da comissão. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pode prorrogar os trabalhos caso não haja manifestação de Alcolumbre, de acordo com a avaliação apresentada pelo próprio Viana.

O senador afirma que, com a continuidade, a CPMI pretende ampliar a coleta de informações e ouvir novas pessoas consideradas estratégicas para o esclarecimento das suspeitas investigadas.

Entre os nomes e setores citados por Viana estão testemunhas, funcionários da Dataprev, representantes de bancos e de instituições financeiras, além de servidores públicos e ex-ministros. Em declaração à Agência Senado, ele defendeu que a comissão já apresentou resultados e que não pretende interromper a apuração do caso.

O que a CPMI do INSS investiga

A CPMI do INSS foi instalada com a participação de deputados e senadores para apurar suspeitas de irregularidades relacionadas ao pagamento de aposentadorias e pensões. Um dos principais focos são denúncias de descontos indevidos aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas.

As apurações indicam a existência de um esquema que pode ter provocado desvio estimado em cerca de R$ 6,3 bilhões no período de 2019 a 2024. O valor é apontado como uma dimensão potencial do prejuízo sob investigação, envolvendo práticas que afetariam diretamente beneficiários do sistema previdenciário.

Além de identificar responsabilidades, a comissão busca mapear como os mecanismos operaram, quais falhas permitiram a ocorrência das irregularidades e quais medidas podem ser propostas para evitar novas fraudes.

Posição de Alcolumbre e disputa sobre efetividade

Davi Alcolumbre, por sua vez, se posiciona contra a continuidade da CPMI do INSS. A avaliação atribuída ao senador é a de que a comissão teve baixa efetividade e acabou se tornando um instrumento de disputa política.

Esse entendimento contrasta com a visão da presidência da comissão, que defende a necessidade de prosseguir com oitivas e diligências antes do encerramento. O impasse se soma ao calendário apertado e ao julgamento no STF, que agora se tornou peça central para definir os próximos passos.

Com o caso em análise no plenário, a expectativa é de uma decisão que traga segurança jurídica sobre o alcance da ordem do ministro André Mendonça e sobre quem tem competência para garantir a continuidade — ou a conclusão — dos trabalhos da CPMI.

O que pode acontecer após o julgamento

Se o STF mantiver a determinação, cresce a pressão para que a prorrogação seja formalizada no prazo estabelecido. Nesse cenário, a CPMI pode ganhar tempo adicional para convocar depoentes, requisitar documentos e avançar na elaboração do relatório final.

Se a Corte derrubar a decisão, o desfecho pode acelerar o encerramento dentro do calendário atual, com impacto na quantidade de diligências que ainda poderiam ser realizadas e no grau de aprofundamento das conclusões.

Independentemente do resultado, o julgamento desta quinta-feira (26) tende a influenciar diretamente a continuidade das investigações sobre fraudes no INSS e a resposta institucional a denúncias de descontos indevidos que atingem aposentados e pensionistas.

Entenda o que é uma CPMI

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito é um instrumento de investigação do Congresso Nacional que reúne deputados e senadores. Ela pode convocar testemunhas, solicitar informações e produzir relatórios com conclusões e recomendações.

No caso do INSS, a CPMI foi criada para apurar suspeitas de irregularidades que teriam causado prejuízos bilionários e afetado diretamente beneficiários da Previdência, além de avaliar responsabilidades e possíveis falhas de controle em órgãos e sistemas envolvidos.

Fonte: UrbNews



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