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Elmano vê disputa no Ceará com peso nacional após Datafolha

Para o governador, existem projetos nacionais encabeçados pelo presidente Lula (PT) e o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL)

Por Admin

23 de março de 2026 às 15:22


Elmano vê disputa no Ceará com peso nacional após Datafolha

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), avaliou nesta segunda-feira (23) a primeira pesquisa Datafolha sobre a corrida eleitoral ao Palácio da Abolição, prevista para outubro. Em declaração a jornalistas, ele afirmou que a disputa estadual deve ser fortemente atravessada pelo cenário nacional.

Segundo Elmano, o eleitor cearense tende a comparar dois campos políticos com projeção além das fronteiras do estado: um alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outro associado ao bolsonarismo, citado pelo governador ao mencionar o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Governador diz que campanha misturará pautas estaduais e nacionais

Para Elmano, a eleição no Ceará não ficará restrita a temas administrativos locais. Ele argumentou que a campanha deve combinar debates sobre políticas públicas estaduais com a polarização nacional, em um embate entre projetos que, na visão dele, representam rumos diferentes para o país e para o estado.

Na fala, o governador indicou que pretende se apresentar como parte do projeto político liderado por Lula. Ao mesmo tempo, apontou que seus adversários seriam identificados com um campo nacional ligado a Flávio Bolsonaro, citando ainda alianças que, segundo ele, aproximariam esse bloco de nomes relevantes da política cearense.

Elmano comentou o tema durante entrevista coletiva em Fortaleza, no Palácio da Abolição, após participação em um evento oficial do governo do Ceará relacionado a um acordo com a companhia aérea Azul.

Datafolha: Ciro aparece na frente e Elmano tem 32%

O levantamento divulgado nesta segunda-feira (23), realizado pelo Datafolha em parceria com o jornal O Povo, aponta o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) na liderança das intenções de voto para o governo do Ceará, com 47%.

Elmano de Freitas aparece em segundo lugar, com 32% no cenário estimulado informado na pesquisa. O senador Eduardo Girão (Novo) registra 5%.

Outros nomes citados no levantamento também pontuaram: o professor Jarir Pereira (PSOL) e Zé Batista (PSTU) aparecem com 2% cada.

Aprovação do governo chega a 60%, destaca Elmano

Apesar de estar atrás na disputa aferida pelo instituto, Elmano chamou atenção para outro dado do levantamento: sua gestão alcançou 60% de aprovação, um dos melhores resultados desde o início do mandato em 2023.

O governador tratou o índice como sinal de respaldo à administração e, ao comentar o cenário eleitoral, reforçou a leitura de que a população vai avaliar não apenas nomes, mas também quais alianças e projetos políticos cada candidatura representa.

Na avaliação do petista, a tendência é que, com a campanha mais próxima, o debate ganhe novas camadas e o eleitorado passe a considerar de forma mais clara o contraste entre os campos nacionais que ele afirma estarem em jogo.

Como foi feita a pesquisa Datafolha no Ceará

De acordo com as informações divulgadas, o Datafolha entrevistou 816 pessoas entre os dias 16 e 18 de março. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e trabalha com nível de confiança de 95%.

A pesquisa apresenta um retrato do momento e não define o resultado do pleito, mas serve como termômetro inicial da corrida eleitoral no estado, especialmente por se tratar do primeiro levantamento do instituto divulgado neste ciclo sobre a disputa ao Palácio da Abolição.

O que pode influenciar a corrida até outubro

A fala de Elmano sinaliza uma estratégia de enquadrar a eleição cearense em um contexto mais amplo, conectando o debate local a figuras nacionais e a disputas ideológicas mais conhecidas do eleitorado. Esse tipo de abordagem costuma ganhar força em cenários de polarização e pode influenciar a dinâmica das alianças e o tom das campanhas.

Do ponto de vista político, o resultado do Datafolha também indica um desafio imediato para o governo: reduzir a distância para o principal adversário na intenção de voto, ao mesmo tempo em que tenta transformar a aprovação administrativa em apoio eleitoral.

Com o calendário eleitoral avançando, a tendência é que declarações, eventos e articulações entre partidos ampliem a temperatura do debate. Até outubro, a pesquisa deverá ser acompanhada de novos levantamentos, que podem mostrar variações de intenção de voto conforme a campanha se intensifica e as candidaturas se consolidam.

Fonte: UrbNews



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