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Casa Civil do Ceará minimiza Datafolha e defende gestão Elmano

O secretário saiu em defesa do governador Elmano de Freitas (PT) que apareceu atrás do seu adversário político Ciro Gomes (PSDB) na pesquisa Datafolha

Por Admin

23 de março de 2026 às 16:13


Casa Civil do Ceará minimiza Datafolha e defende gestão Elmano

O secretário-chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, rebateu os números divulgados pelo Datafolha sobre a disputa eleitoral de 2026 e saiu em defesa do governador Elmano de Freitas (PT). Para ele, o levantamento divulgado neste mês não deve ser tratado como determinante, já que a eleição ocorre apenas em outubro e o eleitor ainda estaria distante de uma decisão.

Em entrevista à coluna Vertical, do jornal O Povo, Chagas argumentou que a prioridade da população, neste momento, não seria o cenário das urnas, mas questões do cotidiano. Entre os exemplos citados por ele estão pressões no custo de vida, como o valor dos combustíveis.

Secretário diz que eleitor ainda não decidiu o voto

Na avaliação do titular da Casa Civil, pesquisas realizadas com muitos meses de antecedência captam mais o “humor” do momento do que uma escolha consolidada. Chagas afirmou que a sociedade estaria voltada a demandas imediatas e à busca por respostas do poder público.

Ao comentar o levantamento, ele sustentou que a corrida eleitoral ainda não entrou, de fato, na rotina da maior parte do eleitorado. Segundo o secretário, a discussão tende a ganhar peso mais adiante, quando os projetos forem comparados e as campanhas estiverem na rua.

Chagas lembra resultados passados para relativizar pesquisas

Durante a conversa com a coluna, Chagas Vieira também citou disputas anteriores para sustentar o argumento de que levantamentos antecipados podem não se confirmar no resultado final. Ele mencionou o histórico do ex-deputado Capitão Wagner (União), lembrando que, em ocasiões recentes, o nome do político apareceu bem posicionado em sondagens antes de pleitos estaduais e municipais, mas não venceu as eleições.

Para o secretário, esse tipo de comparação reforça a tese de que pesquisas realizadas com grande distância do dia da votação têm utilidade limitada para projetar desfechos. Ele afirmou que o cenário pode mudar com a entrada de novos elementos no debate público e com o aprofundamento da avaliação do governo.

Levantamento ouviu 816 pessoas e apontou vantagem de Ciro

Os dados citados por Chagas são de pesquisa encomendada pelo jornal O Povo, que entrevistou 816 pessoas entre os dias 16 e 18 de março. No recorte divulgado, Elmano aparece atrás do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) em um cenário estimulado.

De acordo com o levantamento, Ciro registra 47% das intenções de voto, enquanto o governador soma 32%. A sondagem foi realizada ainda no primeiro trimestre do ano, etapa em que a maioria dos pré-candidatos costuma intensificar articulações, mas sem o peso integral do período de campanha.

Aprovação do governo é apresentada como indicador central

Apesar do resultado desfavorável ao chefe do Executivo estadual no cenário testado, Chagas Vieira destacou outro ponto que considera mais relevante: o nível de aprovação da gestão. Segundo ele, esse indicador seria o principal termômetro para medir a percepção da população sobre o que o governo vem entregando.

O secretário sustentou que a avaliação do governo deve ter peso decisivo quando a disputa ganhar contornos mais claros. Na sua leitura, o processo eleitoral tende a se concentrar na comparação entre propostas e realizações, colocando em contraste o que cada grupo político fez ou pretende fazer no Ceará.

Governo aposta em agenda de entregas até o período eleitoral

A defesa feita por Chagas ocorre em meio ao início das movimentações para 2026, quando diferentes forças políticas buscam ampliar presença pública e consolidar alianças. No campo governista, a estratégia, segundo aliados, passa por reforçar a comunicação de resultados e manter foco em medidas que impactem diretamente a vida da população.

Ao minimizar o efeito do levantamento, o secretário indicou que o governo pretende tratar a pesquisa como um retrato pontual. A expectativa é de que o debate se intensifique conforme a agenda econômica e social avance, com impactos sobre temas sensíveis ao eleitorado, como emprego, renda e custos do dia a dia.

Enquanto isso, a divulgação de levantamentos como o Datafolha tende a continuar influenciando o noticiário político. Ainda assim, para Chagas Vieira, o peso real dessas sondagens dependerá da convergência entre intenção de voto, avaliação de governo e o ambiente político mais próximo do período eleitoral.

Fonte: UrbNews



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