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Bolsonaro pode deixar UTI em 24 horas; PGR apoia prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ter alta da UTI (unidade de terapia intensiva) nas próximas 24 horas, caso mantenha evolução satisfatória, afirmou nesta segunda-feira (23) a equipe médica que atende o político. Ele está internado desde o último d

Por Admin

23 de março de 2026 às 16:48


Bolsonaro pode deixar UTI em 24 horas; PGR apoia prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ser transferido da UTI (unidade de terapia intensiva) para um setor de menor complexidade nas próximas 24 horas, desde que o quadro continue evoluindo bem. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23) pela equipe médica responsável pelo atendimento no hospital DF Star, em Brasília.

Bolsonaro está internado desde 13 de março, quando foi levado à unidade após apresentar mal-estar. Segundo os médicos, ele trata uma pneumonia bacteriana bilateral associada a broncoaspiração. O boletim aponta melhora clínica nos últimos dias, sob tratamento com antibióticos administrados por via endovenosa.

Boletim médico aponta melhora e possibilidade de saída da terapia intensiva

De acordo com a atualização divulgada nesta segunda, o ex-presidente permanece em antibioticoterapia intravenosa e segue com acompanhamento intensivo. A conduta também inclui suporte clínico e sessões de fisioterapia respiratória e motora.

Os profissionais afirmam que, mantida a evolução considerada satisfatória, há expectativa de alta da UTI dentro de até um dia. A transferência não significa alta hospitalar, mas indica que o paciente pode deixar o ambiente de terapia intensiva caso os parâmetros clínicos continuem estáveis.

A internação em Brasília ocorre em meio ao acompanhamento do quadro respiratório, descrito como broncopneumonia em avaliações anteriores. A equipe médica tem reiterado que a resposta ao tratamento foi positiva nos últimos boletins.

Pneumonia bacteriana bilateral e broncoaspiração: o que foi informado

Conforme os comunicados do hospital, o diagnóstico envolve pneumonia bacteriana nos dois pulmões. A condição foi relacionada a um episódio de broncoaspiração — quando secreções, saliva ou conteúdo do estômago entram nas vias respiratórias, elevando o risco de infecção.

Nesses casos, o manejo costuma exigir antibióticos, monitoramento contínuo e medidas de suporte, além de fisioterapia para auxiliar a função pulmonar e a recuperação física. O boletim divulgado nesta segunda reforça que essas frentes seguem ativas no tratamento do ex-presidente.

O hospital não detalhou valores de exames específicos no comunicado, mas indicou que a evolução é compatível com melhora progressiva.

PGR apoia pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa

Além da atualização médica, o dia foi marcado por movimentação no campo jurídico. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou favoravelmente ao pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Bolsonaro.

O ex-presidente está preso no âmbito do processo que apura a chamada trama golpista. No entanto, por causa do agravamento do estado de saúde, ele foi transferido para o hospital em 13 de março, onde permanece internado.

A manifestação da PGR não encerra o tema. O parecer serve como subsídio para a análise do relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, que deve tomar a decisão final sobre a solicitação.

Alexandre de Moraes solicitou informações ao DF Star

Na semana anterior, Moraes requisitou ao hospital DF Star dados atualizados sobre o estado clínico do ex-presidente. A instituição, segundo informado, encaminhou ao ministro os boletins médicos e um prontuário completo.

Esse tipo de documentação é usado para avaliar se há necessidade de mudança no regime de custódia, considerando a situação de saúde do preso e a estrutura exigida para tratamento, monitoramento e reabilitação.

Com o envio das informações e o parecer da PGR, a decisão passa a depender do despacho do ministro no STF. Não há, até o momento, data pública para o anúncio dessa definição.

Internação começou após mal-estar; tratamento segue com antibióticos e fisioterapia

Bolsonaro foi encaminhado ao hospital em 13 de março após passar mal, e exames levaram ao diagnóstico de broncopneumonia. Desde então, ele permanece sob cuidados médicos em Brasília, com acompanhamento respiratório e terapias de suporte.

A perspectiva de deixar a UTI em 24 horas, condicionada à continuidade da melhora, é tratada como um passo de recuperação, ainda que o quadro exija acompanhamento e reavaliações periódicas.

O hospital segue divulgando boletins para informar a evolução do caso, enquanto o processo judicial e os pedidos da defesa continuam em análise no Supremo.

Com informações de Marcos Hermanson, da Folhapress.

Fonte: UrbNews



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