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Soraya critica Frei Gilson por fala sobre papel da mulher e cita mandamento

A parlamentar demonstrou discordar do conteúdo da fala e afirmou que existem muitas figuras ‘usando o nome de Deus em vão’

Por Admin

23 de abril de 2026 às 23:30


Soraya critica Frei Gilson por fala sobre papel da mulher e cita mandamento

A senadora Soraya Thronicke (PSB) usou as redes sociais nesta quinta-feira (23) para rebater declarações do religioso Frei Gilson a respeito do papel da mulher. A manifestação ocorreu depois que um vídeo com trechos da fala do frei passou a circular e gerar repercussão.

Na publicação, a parlamentar contestou a visão apresentada pelo religioso e criticou pessoas que, segundo ela, se valem da fé para sustentar discursos e posições públicas. Soraya também citou um trecho bíblico ao afirmar que esse tipo de postura contraria preceitos religiosos.

Senadora reage nas redes e fala em “falso profeta”

Ao comentar o conteúdo do vídeo, Soraya classificou o religioso como “mais um falso profeta” e disse ver um padrão em diferentes segmentos. Na avaliação da senadora, há figuras de várias áreas — incluindo lideranças religiosas e políticas — que invocam Deus indevidamente.

Em outro trecho, Soraya argumentou que, embora o Brasil seja um Estado laico, considera importante destacar que determinadas falas e condutas podem, na visão dela, violar a própria fé que esses líderes dizem professar.

Para embasar a crítica, a senadora mencionou o 3º mandamento, associado ao texto de Êxodo 20:7, ao afirmar que usar o nome de Deus “em vão” é algo que ocorre com frequência nesse tipo de discurso.

O que Frei Gilson disse no vídeo sobre mulheres e homens

No vídeo que motivou a reação, Frei Gilson aborda o que entende ser a “missão” da mulher a partir de uma leitura religiosa. Em sua fala, ele afirma que mulheres teriam sido criadas para auxiliar o homem, ao citar a narrativa bíblica relacionada a Adão.

Na sequência, o religioso defende que ao homem caberia a liderança. Segundo o frei, essa posição seria respaldada pela Bíblia, com a ideia de que o homem seria o “chefe do lar” e responsável por conduzir a família.

As declarações repercutiram nas redes sociais e foram alvo de críticas por associarem a mulher a um papel subordinado e por apresentarem a liderança masculina como regra.

Repercussão envolve religião, política e debate sobre igualdade

A manifestação de Soraya Thronicke ocorre em um contexto de discussões recorrentes sobre gênero, direitos das mulheres e o espaço de discursos religiosos no debate público. O tema costuma gerar polarização, especialmente quando lideranças políticas e religiosas se posicionam sobre papéis sociais tradicionais.

Embora a senadora tenha ressaltado a laicidade do Estado, a crítica se concentrou no que ela entende como contradição entre a prática religiosa e a utilização do discurso de fé para legitimar opiniões que afetam direitos e representações sociais.

O episódio também mostra como vídeos e recortes de falas circulam rapidamente nas redes, ampliando a visibilidade de declarações e acelerando reações de autoridades e do público.

O que está em jogo no debate

A controvérsia envolve, de um lado, interpretações religiosas sobre família e papéis de gênero e, de outro, a defesa de igualdade entre homens e mulheres no espaço social e político. Para críticos desse tipo de abordagem, associar a mulher à função de “auxiliar” reforça estereótipos e abre margem para naturalizar relações desiguais.

Já apoiadores de leituras tradicionais costumam argumentar que se trata de uma visão de mundo baseada na fé e em textos sagrados, reivindicando liberdade religiosa. Ainda assim, quando o assunto ganha destaque fora das comunidades religiosas, ele tende a ser analisado também sob perspectivas de direitos, cidadania e representatividade.

Até o momento, a discussão segue concentrada nas redes sociais, com reações de diferentes grupos e interpretações sobre os limites entre liberdade de expressão religiosa e impactos sociais do discurso.

Fonte: UrbNews



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