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Lula diz que governo não vai mudar o Pix após relatório dos EUA

Em respota a crítica de Trump, presidente afirmou que o Governo Federal não pretende fazer mudanças no sistema de transferência

Por Admin

03 de abril de 2026 às 00:00 ▪ Atualizado há 3 semanas


Lula diz que governo não vai mudar o Pix após relatório dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo federal não pretende alterar o Pix, sistema de transferências instantâneas e gratuitas criado em 2020. A declaração ocorreu após a divulgação de um relatório dos Estados Unidos que menciona o mecanismo brasileiro de pagamentos.

Ao comentar o tema, Lula sustentou que o Pix é uma ferramenta nacional e que o Executivo não aceitará pressão externa para mudar o funcionamento do serviço. O presidente falou sobre o assunto ao final de um evento em Salvador (BA), onde participou de uma cerimônia de entregas do Novo PAC voltada à mobilidade urbana.

Lula rebate relatório dos EUA e defende autonomia do Pix

Segundo Lula, o documento elaborado nos Estados Unidos aponta que o Pix poderia afetar o comércio internacional, ao supostamente criar distorções relacionadas à moeda americana. O presidente contestou essa leitura e reforçou que o sistema atende ao interesse público no Brasil.

Na avaliação do petista, o Pix se consolidou como um serviço que beneficia a sociedade brasileira e, por isso, não será remodelado por demanda de outros países. A fala foi direcionada ao debate internacional em torno de sistemas de pagamento e ao espaço crescente ocupado pelo Pix no cotidiano de consumidores e empresas.

Lula ainda afirmou que o governo enxerga espaço para evoluir a ferramenta, mas sem mudanças que descaracterizem o modelo atual. De acordo com ele, o caminho é melhorar o serviço para responder cada vez mais às necessidades da população.

Declaração foi feita após evento do Novo PAC em Salvador

O presidente tratou do tema no encerramento do discurso na capital baiana, após a agenda relacionada ao Novo PAC. A menção ao Pix ocorreu quando Lula já finalizava a fala e recebeu um alerta do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira.

O ministro lembrou o presidente de abordar o assunto. Parte do público presente ouviu a orientação devido à proximidade do microfone no momento da intervenção.

Após a lembrança, Lula incluiu o tópico no pronunciamento e reiterou que o Pix continuará sob a gestão e as regras definidas no Brasil, mantendo sua proposta de facilitar transações de forma rápida e sem custo para o usuário final.

Governo fala em aprimorar o sistema, não em alterar regras

Embora tenha descartado mudanças no Pix motivadas pelo relatório americano, Lula indicou que o governo pode trabalhar em melhorias. A sinalização é de aperfeiçoamento contínuo, com foco em ampliar o atendimento e a eficiência do serviço.

O Pix, lançado em 2020, transformou a forma como pessoas físicas e empresas realizam pagamentos e transferências no país. Hoje, o sistema é operado no âmbito do Banco Central, com participação de instituições financeiras e de pagamento.

Na prática, a discussão envolve a crescente relevância de soluções instantâneas e o impacto delas sobre modelos tradicionais de pagamento, como cartões de crédito e outras plataformas intermediadas.

Empresas de cartão alegam preferência do Banco Central; governo nega

O tema ganhou tração também por pressões do setor privado internacional. Empresas americanas de cartão de crédito argumentam que o Banco Central dá tratamento preferencial ao Pix, o que, na visão delas, criaria um ambiente de competição desigual.

O governo Lula nega esse tipo de favorecimento. A posição do Planalto é de que o Pix funciona como infraestrutura de pagamentos de interesse público e que sua adoção se deu pela eficiência do modelo e pela conveniência para usuários e negócios.

A reação do presidente reforça a estratégia do governo de defender o Pix como política de Estado ligada à modernização do sistema financeiro brasileiro e à ampliação do acesso a meios digitais de pagamento.

Com informações de João Pedro Pitombo e Catarina Scortecci, da Folhapress.

Fonte: UrbNews



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