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QUEDA DE BRAÇO

Lula critica atuação do presidente do Banco Central e promete mudanças

Lula também criticou a atual valorização do dólar, atribuindo-a à especulação com derivativos que visam desvalorizar o real.

28 de junho de 2024 às 15:39


Lula / Foto: Agência Brasil
Lula / Foto: Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações contundentes nesta sexta-feira (28) durante entrevista ao jornal O Tempo, de Belo Horizonte, sobre a política econômica atual e seus planos futuros para o Banco Central (BC). Lula afirmou que, quando tiver a oportunidade de indicar o próximo presidente do BC, buscará implementar uma "nova filosofia" para o país, divergindo da atual gestão de Roberto Campos Neto.

De acordo com Lula, a inflação está controlada, operando dentro da meta estabelecida em 4%, e o país dispõe de um colchão de reserva de R$ 355 bilhões, uma medida tomada durante seu governo junto com Dilma Rousseff para garantir estabilidade econômica. Nesse contexto, Lula questionou a necessidade dos juros permanecerem elevados, atualmente em 10,5%.

"Não há necessidade de os juros estarem desse tamanho", afirmou o ex-presidente, destacando que, apesar do mandato vigente de Roberto Campos Neto até dezembro, ele pretende escolher um sucessor alinhado com suas visões econômicas. Lula enfatizou a importância de nomear alguém responsável, capaz de conduzir as políticas monetárias sem interferências externas.

Lula também criticou a atual valorização do dólar, atribuindo-a à especulação com derivativos que visam desvalorizar o real. Ele instou o Banco Central a investigar essa situação, ressaltando que é dever do governo identificar e combater práticas que prejudiquem a estabilidade da moeda nacional.

"A taxa de juros de 10,5% é irreal para uma inflação de 4%", declarou Lula, reforçando sua posição de que há margem para redução dos juros no país. Ele enfatizou que, embora não faça parte do Conselho Monetário Nacional nem seja diretor do Banco Central, pretende implementar mudanças significativas assim que possível.

"Agora, não sou do Conselho Monetário Nacional, não sou diretor do Banco Central. Isso vai melhorar quando eu puder indicar o presidente que vai para o Banco Central. E a gente vai construir uma nova filosofia", concluiu Lula.



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