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Livro de hip-hop recebe poesias contra machismo e feminicídio até dia 23

Serão selecionadas 50 poesias; Inscrições podem ser feitas até dia 23

Por Admin

16 de março de 2026 às 10:00


Livro de hip-hop recebe poesias contra machismo e feminicídio até dia 23

Artistas de todo o Brasil já podem inscrever poesias inéditas com foco no combate ao machismo e na conscientização sobre a violência contra a mulher. Os textos irão compor o livro coletivo “Hip-Hop pelo Fim do Feminicídio”, que vai selecionar 50 poemas e tem lançamento previsto para 30 de maio.

As inscrições ficam abertas até o dia 23 e o envio deve ser feito exclusivamente por meio de formulário online, no qual o participante também anexa o texto.

Coletânea terá circulação nacional e seleciona 50 poemas

Segundo a educadora popular Eulla Yaá, uma das organizadoras do projeto, a proposta é garantir que a publicação chegue a diferentes regiões do país, com circulação nacional. A iniciativa busca fortalecer o hip-hop como um território de criação artística e, ao mesmo tempo, de posicionamento político.

A ideia, de acordo com a organização, é evidenciar as estéticas e linguagens do hip-hop — como ferramenta de denúncia, resistência e valorização da vida das mulheres. A coletânea pretende reunir produções capazes de dialogar com o cotidiano e com os impactos das violências de gênero em diferentes contextos.

Quem pode participar e quais textos terão prioridade

A chamada é aberta a pessoas de todas as idades e de qualquer estado brasileiro. No processo de seleção, porém, a organização informa que haverá prioridade para poesias produzidas por mulheres cis, mulheres trans e travestis, como forma de ampliar a presença de vozes diretamente atravessadas pelo tema.

O objetivo é estimular que experiências, vivências e perspectivas diversas sobre o enfrentamento ao feminicídio e às violências contra a mulher ganhem visibilidade em um projeto editorial coletivo.

Regras: apenas um poema e sem uso de inteligência artificial

De acordo com Eulla Yaá, cada participante poderá encaminhar apenas uma poesia, obrigatoriamente de autoria própria. Outro ponto destacado pela organização é a proibição do uso de inteligência artificial na criação do texto enviado.

A medida, segundo a iniciativa, busca preservar a autoria e a expressão individual dos artistas, mantendo o livro como um espaço de produção humana, baseada em experiência, reflexão e compromisso com a temática.

Hip-hop como ferramenta de prevenção e conscientização

Para as entidades envolvidas no projeto, a arte tem papel direto na prevenção. A coletânea se apoia na noção de que poesia e hip-hop podem funcionar como instrumentos de conscientização e também como mobilização social, ao transformar indignação e dor em linguagem pública.

A proposta é que os textos dialoguem com o enfrentamento às violências de gênero e ajudem a ampliar o debate sobre o feminicídio, reforçando redes de apoio e ampliando a responsabilidade coletiva sobre o tema.

Instituições organizadoras e atuação no Distrito Federal

O livro é uma realização do Instituto Periferia Livre, em parceria com o Instituto Transforma, o Núcleo de Estudos, Organização e Difusão do Conhecimento em Literatura Marginal (Neolim) e a Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop DF.

Além de coordenar o projeto editorial, o Instituto Periferia Livre também responde pela Casa da Mulher no Hip Hop do Distrito Federal. O espaço oferece cursos e oficinas profissionalizantes, além de apoio psicológico e orientação jurídica para mulheres.

Dentro dessa atuação, a coletânea é apresentada como mais uma frente de sensibilização, aproximando cultura, educação popular e direitos, com o objetivo de fortalecer a prevenção e o enfrentamento à violência.

Como fazer a inscrição

As inscrições são feitas por formulário online, canal oficial onde o participante informa os dados solicitados e realiza o envio do poema. O prazo vai até o dia 23. A seleção definirá 50 textos para integrar o livro, que tem lançamento marcado para 30 de maio.

A organização reforça que a coletânea busca poemas inéditos que se conectem às potências do hip-hop e que tratem do tema com foco em denúncia, resistência e promoção da vida das mulheres.

Fonte: UrbNews



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