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Varejo de Manaus cresce na Páscoa 2026 e supera expectativas, diz Fecomércio

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Por Admin

15 de abril de 2026 às 13:15


Varejo de Manaus cresce na Páscoa 2026 e supera expectativas, diz Fecomércio

O comércio varejista de Manaus terminou a Páscoa de 2026 com resultado acima do previsto pela maioria dos empresários, reforçando o cenário de aquecimento já indicado na pesquisa de intenção de compras realizada antes da data. Os dados fazem parte da Sondagem Empresarial do Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas (IFPEAM).

O levantamento foi aplicado entre 7 e 8 de abril, com 53 empresas da capital amazonense. Segundo o estudo, a maior parte das lojas registrou avanço nas vendas em comparação com a Páscoa de 2025, sinalizando um saldo amplamente positivo para o setor.

Maioria das lojas relata aumento nas vendas e no faturamento

De acordo com a sondagem, 74% dos estabelecimentos entrevistados informaram que venderam mais do que no mesmo período do ano anterior. Outros 30% disseram ter mantido desempenho semelhante, enquanto apenas 9% apontaram queda nas vendas.

Quando a análise é voltada ao faturamento, 61% declararam crescimento de receita. Dentro desse grupo, 38% relataram alta entre 5% e 10%. Já 23% afirmaram que a evolução foi ainda maior, superando 10%.

Para o IFPEAM, os indicadores reforçam o peso da Páscoa no calendário do varejo local, mesmo diante de um contexto de preços mais pressionados no mercado.

Resultado também foi melhor do que o esperado pelos empresários

Além do desempenho em relação a 2025, a pesquisa mediu a percepção dos lojistas sobre expectativas. O saldo foi favorável: 83% avaliaram que as vendas ficaram dentro do planejado ou acima do projetado.

Entre eles, 49% afirmaram que a demanda correspondeu exatamente à previsão interna. Outros 34% disseram que os resultados superaram o que era esperado. Em contrapartida, 17% consideraram que a data ficou aquém do planejado.

Promoções e maior fluxo de clientes impulsionaram o comércio

A sondagem também investigou o que mais contribuiu para o desempenho positivo. As ações promocionais apareceram como o principal motor das vendas: 75% dos entrevistados citaram promoções como fator decisivo.

O aumento da movimentação de consumidores foi apontado por 40% dos empresários. Já 28% atribuíram o resultado a um calendário considerado favorável para a data em 2026.

O avanço do fluxo foi percebido de forma clara: 78% disseram ter recebido mais clientes do que na Páscoa anterior. Desse total, 53% notaram movimento maior e 25% classificaram a circulação como muito maior.

Chocolates em barra lideram; ovos ainda têm espaço

Em relação aos produtos mais vendidos, os chocolates em barra e bombons concentraram a preferência do público e lideraram com folga. Segundo 83% dos lojistas, esses itens foram os que mais saíram no período.

Os ovos de Páscoa apareceram na sequência, mencionados por 36% dos entrevistados. Também foram citadas as cestas de chocolate (13%) e itens artesanais (11%), indicando que parte do consumidor buscou alternativas além dos tradicionais ovos industrializados.

Consumidor ficou mais cauteloso e priorizou opções mais baratas

A pesquisa mostrou que, apesar do bom desempenho do varejo, o comportamento de compra apresentou sinais de prudência. Para 53% dos lojistas, a maioria dos clientes optou por itens de menor preço.

Outros 28% disseram que o consumidor manteve o padrão de compra semelhante ao de anos anteriores. Já 19% observaram substituição por versões menores, estratégia que costuma ser utilizada para ajustar o gasto sem abrir mão da lembrança de Páscoa.

Descontos e redes sociais foram as principais estratégias de venda

Com um público mais sensível a preço, as ações de venda acompanharam esse perfil. O recurso mais utilizado pelos estabelecimentos foi o desconto direto, citado por 62% dos entrevistados como principal atrativo para fechar vendas.

A divulgação em redes sociais apareceu em segundo lugar, mencionada por 42% dos empresários. Em seguida, a montagem de combos e kits promocionais foi citada por 36%, estratégia que tende a aumentar o ticket médio ao oferecer conjuntos com sensação de economia.

Reajustes foram regra: 92% alteraram preços

O estudo também levantou como as lojas lidaram com preços na Páscoa de 2026. A maioria (92%) fez algum tipo de reajuste.

Entre os que reajustaram, 51% informaram correção em linha com a inflação. Outros 41% disseram ter aplicado aumentos acima desse patamar. Uma parcela menor optou por manter os valores ou até reduzir preços para estimular o consumo durante o período.

Pix liderou os pagamentos; parcelamento teve baixa adesão

Nos meios de pagamento, prevaleceram opções à vista. O Pix foi o método mais citado, com 58% de participação entre as lojas consultadas. Na sequência, aparecem o cartão de crédito na modalidade à vista (43%) e o débito (42%).

O parcelamento teve presença menor, mencionado por 11% dos entrevistados. O dinheiro apareceu com participação reduzida, de 4%, sinalizando a consolidação dos meios digitais no varejo da capital.

A íntegra da sondagem está disponível no site da Fecomércio Amazonas (www.fecomercio-am.org.br). As informações foram divulgadas com base em dados do Toda Hora.

Fonte: UrbNews



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