Saúde pública
Por Admin
13 de março de 2026 às 21:38
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerou repercussão nesta sexta-feira (13) ao falar sobre o Ozempic, medicamento associado à perda de peso. A declaração ocorreu durante a agenda do chefe do Executivo no Rio de Janeiro, na inauguração do novo setor de trauma do Hospital Federal do Andaraí.
Ao abordar o tema, Lula afirmou que a utilização do remédio deve ser guiada por necessidade clínica. Na avaliação do presidente, o medicamento não deveria ser tratado como recompensa para quem não adota hábitos saudáveis, e sim destinado a pacientes que enfrentam dificuldade real para emagrecer por razões de saúde.
A fala do presidente ocorreu em meio a um debate crescente sobre o uso de medicamentos para emagrecimento, especialmente aqueles originalmente indicados para outras condições. No caso do Ozempic, o fármaco é prescrito para o tratamento do diabetes tipo 2, mas ganhou notoriedade por também reduzir o apetite, o que pode levar à diminuição do peso.
Durante o evento no Andaraí, Lula também destacou o papel do médico ao orientar pacientes que recebem a prescrição. Para ele, a recomendação deveria vir acompanhada de orientação sobre mudanças de rotina e estímulo à adoção de práticas simples de atividade física no dia a dia.
Os comentários do presidente vieram após o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, solicitar a Lula e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que o medicamento fosse disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo Paes, a prefeitura pretende incluir o produto na rede pública municipal a partir de terça-feira (17). A iniciativa, conforme informado pelo prefeito, mira a ampliação do acesso ao tratamento, tema que tem mobilizado discussões sobre critérios de indicação e impacto no sistema de saúde.
Até o momento, o debate público envolve tanto o potencial benefício para pacientes com indicação médica quanto as preocupações sobre uso indiscriminado e pressão sobre a oferta de medicamentos na rede pública.
Na mesma ocasião, Lula reforçou a ideia de que a prescrição deve ser acompanhada de orientação sobre hábitos. O presidente citou a prática de caminhada e exercícios como medidas importantes para a saúde e questionou por que parte da população não consegue reservar um tempo diário para se movimentar.
Ao defender que as pessoas adotem uma rotina mais ativa, Lula relacionou o uso de medicamentos ao acompanhamento profissional e a um plano que inclua atitudes de prevenção. A declaração foi interpretada por parte do público como crítica a quem busca soluções rápidas para emagrecer.
O assunto também reacende a discussão sobre como equilibrar, no SUS, acesso a tratamentos modernos e a necessidade de protocolos claros, evitando que medicamentos com alta demanda sejam usados fora das indicações prioritárias.
O Ozempic é indicado para controle do diabetes tipo 2. Entre seus efeitos, está a redução do apetite em alguns pacientes, o que pode resultar em perda de peso. Por isso, o medicamento passou a ser procurado também por pessoas que buscam emagrecimento, mesmo fora do contexto do tratamento do diabetes.
Especialistas costumam destacar que qualquer uso deve ser feito com prescrição e acompanhamento médico, considerando riscos, efeitos adversos e a avaliação individual de cada paciente. A discussão envolvendo o SUS, por sua vez, costuma levar em conta critérios de elegibilidade, custo, disponibilidade e prioridades de saúde pública.
Com a sinalização de oferta na rede municipal do Rio e a repercussão das declarações do presidente, o tema tende a seguir no centro do debate nos próximos dias, sobretudo em torno de quem deverá ter acesso ao medicamento e quais serão as regras para sua distribuição.
Fonte: UrbNews
Justiça e direitos
Segurança e prevenção
Polêmica na TV
Saúde e Justiça
Saúde do ex-presidente
Polêmica na TV