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Extradição na Itália

Justiça italiana aceita 2º pedido de extradição de Carla Zambelli

Este é o segundo pedido acatado pela justiça da Itália, defesa da ex-deputada ainda pode recorrer

Por Admin

16 de abril de 2026 às 17:39


Justiça italiana aceita 2º pedido de extradição de Carla Zambelli

A Justiça italiana aceitou nesta quinta-feira (16) um novo pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, presa em Roma. Desta vez, a solicitação enviada pelo Brasil tem como base o processo por porte ilegal de arma, episódio ocorrido em 2022, às vésperas das eleições.

A confirmação de que o pedido foi acolhido pelas autoridades italianas foi feita pelo embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza. A defesa da ex-parlamentar ainda tem a possibilidade de contestar a decisão por meio de recursos previstos no sistema judicial da Itália.

Novo pedido envolve caso de arma ocorrido em 2022

O segundo pedido aceito trata do caso de porte ilegal de arma de fogo. O episódio ocorreu durante o período eleitoral de 2022 e gerou ações judiciais que, posteriormente, foram analisadas no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além do porte ilegal, a condenação mencionada no processo inclui o crime de perseguição armada. No conjunto, a pena aplicada no Brasil para esse caso foi de 5 anos e 3 meses de prisão, conforme decisões já divulgadas em âmbito judicial.

Itália já havia reconhecido extradição por invasão ao sistema do CNJ

Este não é o primeiro avanço do procedimento de extradição envolvendo Carla Zambelli no território italiano. Em março, a Justiça da Itália já havia anunciado decisão favorável a um pedido relacionado ao caso de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No Brasil, o STF condenou Zambelli a 10 anos de prisão nesse processo, que trata da invasão de sistemas institucionais. Com o aceite italiano, a tramitação passou a depender da análise de eventuais recursos e da etapa administrativa seguinte.

Recursos da defesa ainda podem mudar o andamento

Mesmo com os pedidos aceitos em instâncias judiciais, a defesa da ex-deputada ainda pode apresentar recursos para tentar reverter ou adiar o encaminhamento do caso. A estratégia jurídica pode incluir questionamentos sobre requisitos do procedimento, garantias processuais e condições previstas em tratados e normas de cooperação internacional.

De acordo com o fluxo esperado, após o exame dos recursos, os dois processos — o que envolve o CNJ e o do porte ilegal de arma — devem ser encaminhados ao ministro da Justiça da Itália. Caberá a ele a decisão final na esfera administrativa, etapa determinante para a efetivação ou não da extradição.

Condenações no STF somam penas por dois processos

Os dois casos que embasam os pedidos de extradição já foram julgados no STF. No processo sobre a invasão ao sistema do CNJ, a pena informada é de 10 anos de prisão.

No caso ligado ao porte ilegal de arma e à perseguição armada, a condenação é de 5 anos e 3 meses. As decisões se tornaram centrais para a cooperação jurídica entre Brasil e Itália, já que sustentam os pedidos de envio da ex-parlamentar ao território brasileiro para cumprimento das determinações judiciais.

Fuga após condenação e prisão em Roma

Segundo as informações do caso, Carla Zambelli deixou o Brasil após ser condenada e depois de ter o mandato cassado. A saída teria ocorrido pela fronteira com a Argentina, antes de seguir viagem e passar pelos Estados Unidos.

Com dupla nacionalidade, ela era considerada foragida e foi presa na cidade de Roma em julho de 2025. A detenção passou a destravar etapas formais do procedimento de extradição, que agora avança com dois pedidos aceitos pela Justiça italiana.

O que acontece agora no processo de extradição

Com o reconhecimento judicial do segundo pedido, o caso tende a seguir para a fase de recursos e, posteriormente, para a decisão do ministro da Justiça da Itália. A partir dessa definição, as autoridades italianas podem autorizar a entrega de Zambelli ao Brasil, observadas as regras locais e os compromissos internacionais.

Enquanto isso, a defesa segue com a possibilidade de tentar impedir a extradição ou adiar a conclusão do processo. O desfecho depende tanto das decisões judiciais sobre os recursos quanto do parecer final do governo italiano, a quem cabe a palavra final nessa etapa do procedimento.

Fonte: UrbNews



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