Saúde do ex-presidente
Por Admin
16 de março de 2026 às 21:21
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou evolução positiva nas últimas 24 horas, de acordo com boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16) pelo hospital DF Star, em Brasília. O documento informa melhora clínica e também em exames laboratoriais, com recuperação da função dos rins e queda de indicadores relacionados a inflamação.
Apesar do avanço, a equipe médica afirma que Bolsonaro permanece sob cuidados intensivos e, até o momento, não existe estimativa para alta hospitalar. Os profissionais avaliam que a resposta ao tratamento com antibióticos indica um quadro favorável, dentro do acompanhamento contínuo realizado no hospital.
Segundo o comunicado, a recuperação observada inclui melhora do funcionamento renal, que havia apresentado piora em avaliação anterior, além de evolução nos marcadores inflamatórios. A equipe ressalta que o ex-presidente continua recebendo suporte clínico e monitoramento constante.
O DF Star não divulgou detalhes adicionais sobre mudanças no tipo de unidade de internação no boletim desta segunda. Após a publicação do informe médico, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou em redes sociais que o ex-presidente teria sido levado para uma área semi-intensiva. O hospital, no entanto, não confirmou oficialmente essa informação até a última atualização do caso.
Bolsonaro está hospitalizado desde sexta-feira (13). Ele foi admitido com diagnóstico de pneumonia bacteriana bilateral, associada a broncoaspiração — situação em que conteúdo das vias digestivas pode atingir o sistema respiratório, aumentando o risco de infecção.
Na chegada ao DF Star, o ex-presidente utilizava oxigênio por via nasal e foi submetido a exames, incluindo tomografia e análises laboratoriais, que confirmaram o quadro de broncopneumonia. Além da medicação, o plano terapêutico inclui fisioterapia motora e respiratória, prática comum para auxiliar a recuperação de pacientes com comprometimento pulmonar.
No sábado, um boletim médico apontou agravamento da função renal e elevação de marcadores inflamatórios. O informe foi assinado pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado, Antônio Fagundes Jr. e Allisson Borges.
A atualização desta segunda indica reversão desse cenário, com melhora dos parâmetros avaliados. Ainda assim, o hospital mantém a conduta de vigilância intensiva, sem previsão de liberação.
Antes da internação, a equipe médica responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro no local onde ele está detido elaborou um laudo na quinta-feira (12), véspera da ida ao hospital. O documento classificava o estado de saúde como regular, mas registrava um episódio de crise de soluços durante a noite.
Na madrugada de sexta, por volta das 6h45, Bolsonaro acionou atendimento ao relatar náuseas e tremores. A equipe decidiu então por transferência imediata ao DF Star, medida tomada para investigação e intervenção mais ampla diante dos sintomas apresentados.
Aliados do ex-presidente relacionam o atual quadro clínico a consequências do atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, episódio que marcou o histórico médico de Bolsonaro e levou a internações e procedimentos posteriores.
A nova hospitalização reacende discussões sobre a necessidade de acompanhamento frequente, especialmente em situações de agravamento súbito. Em declaração atribuída ao senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, ele afirmou que médicos teriam alertado que um atraso de uma ou duas horas poderia ter levado a um quadro de infecção generalizada. A fala também sustenta a argumentação de que Bolsonaro precisa de supervisão permanente, por familiares ou profissionais de saúde, ao longo de 24 horas.
O episódio também ocorre em meio a movimentações no campo jurídico. A defesa de Bolsonaro apresentou pedidos de prisão domiciliar, que aguardam análise do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A internação pode aumentar a pressão para uma resposta do Judiciário diante do contexto de saúde.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022, conforme informado no texto de referência. Ele passou pela Superintendência da Polícia Federal em Brasília e atualmente está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
Enquanto o hospital mantém o acompanhamento e o tratamento, novas atualizações devem ser divulgadas conforme a evolução clínica e a avaliação da equipe responsável. Até o momento, a orientação médica é de continuidade do suporte intensivo e ausência de previsão de alta.
Com informações de Marcos Hermanson (Folhapress).
Fonte: UrbNews
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