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Homenagem na Alece

Alece concede título de cidadã cearense à ministra Anielle Franco

A cerimônia homenageia a ministra por sua atuação na defesa dos direitos humanos, combate ao racismo e promoção da igualdade racial no Brasil

Por Admin

11 de março de 2026 às 11:02


Alece concede título de cidadã cearense à ministra Anielle Franco

A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) realiza nesta sexta-feira (13) uma sessão solene para conceder à ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, o título de cidadã cearense. A cerimônia está marcada para 9h, no Plenário 13 de Maio, na sede do Legislativo estadual.

A iniciativa partiu da deputada estadual Larissa Gaspar (PT), autora do requerimento que formalizou a homenagem. O reconhecimento é de caráter simbólico e busca destacar a atuação da ministra na defesa dos direitos humanos, no combate ao racismo e no fortalecimento de políticas de igualdade racial.

Sessão solene concede título a Anielle Franco

De acordo com a Alece, a solenidade será realizada no plenário principal da Casa, em Fortaleza, com início previsto para o período da manhã. O título de cidadã cearense é uma das honrarias concedidas pelo Parlamento estadual a personalidades que, mesmo nascidas em outros estados, têm atuação considerada relevante para o Ceará e para o país.

Larissa Gaspar relacionou a homenagem à trajetória histórica do estado, lembrando que o Ceará foi a primeira província brasileira a abolir oficialmente a escravidão. Na avaliação da parlamentar, a entrega do título reforça o compromisso do Legislativo com pautas de justiça social e enfrentamento das desigualdades raciais.

Reconhecimento destaca combate ao racismo e defesa de direitos

A concessão do título ocorre em meio a debates nacionais sobre políticas públicas de equidade, inclusão e proteção de grupos historicamente vulnerabilizados. Ao justificar a honraria, a proposta apresentada na Assembleia enfatiza a contribuição de Anielle Franco para a promoção da igualdade racial e para a valorização de agendas voltadas à cidadania e aos direitos humanos.

No comando do Ministério da Igualdade Racial, Anielle tornou-se um dos principais nomes do governo federal no diálogo com movimentos sociais e organizações que atuam no enfrentamento do racismo. A homenagem, segundo a autora da iniciativa, também pretende reconhecer essa interlocução e a visibilidade dada ao tema no cenário institucional.

Ministra sinalizou saída do ministério para disputar eleição em 2026

No início deste ano, Anielle Franco afirmou que pretende deixar o Ministério da Igualdade Racial para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A candidatura deve ocorrer pelo PT do Rio de Janeiro e, conforme informado pela ministra à época, já conta com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ainda sobre esse movimento, Anielle declarou que a definição de quem a substituirá no comando da pasta será uma decisão exclusiva do presidente da República. Ela também pontuou que não considera ser sua atribuição indicar nomes para a sucessão no ministério.

Trajetória de Anielle Franco e legado social

Nascida no Rio de Janeiro em 3 de maio de 1984, Anielle Franco tem relação com a Favela da Maré, apontada por ela como elemento central de sua formação pessoal. Sua trajetória acadêmica inclui graduação em Inglês e Jornalismo, além de mestrado na mesma área, base que influenciou a atuação voltada à educação e a projetos sociais.

Após o assassinato da irmã, a vereadora Marielle Franco, Anielle passou a atuar de forma ainda mais direta na mobilização por justiça social e direitos civis. Ela criou o Instituto Marielle Franco, organização que busca preservar e ampliar o legado político e social de Marielle.

O instituto atua em frentes ligadas à democracia, aos direitos das mulheres, ao combate ao racismo, à defesa da população LGBTQIA+ e ao fortalecimento de comunidades periféricas. A presença de Anielle no governo federal, posteriormente, ampliou sua projeção nacional e consolidou seu papel em agendas de igualdade.

Ceará e a simbologia da homenagem

A entrega do título de cidadã cearense a Anielle Franco também carrega um sentido histórico para o estado. O Ceará, frequentemente citado pela abolição antecipada da escravidão, tem buscado associar esse marco a ações contemporâneas de promoção de direitos e enfrentamento a discriminações estruturais.

Com a solenidade desta sexta-feira (13), a Alece reforça a prática de reconhecer personalidades que se destacam em pautas de interesse público. A homenagem à ministra da Igualdade Racial, além de valorizar uma trajetória individual, aponta para a centralidade do debate sobre racismo e inclusão nas instituições políticas.

Fonte: UrbNews



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