Justiça e bancos
Por Admin
09 de março de 2026 às 13:55
O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, divulgou nesta segunda-feira (9) uma nota para esclarecer a prestação de serviços jurídicos ao Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
No comunicado, a banca afirma que foi contratada para executar uma consultoria abrangente e atividades de assessoria jurídica ao longo de um período que vai de fevereiro de 2024 a novembro de 2025.
De acordo com a versão apresentada pelo escritório, a contratação envolveu trabalho contínuo de consultoria e atuação jurídica em diferentes frentes, sem detalhar quais áreas específicas do direito foram contempladas.
O texto enfatiza, contudo, que não houve condução de processos ou qualquer atuação em nome do Banco Master dentro do STF. A declaração busca afastar a possibilidade de vínculo entre a prestação de serviço e demandas no tribunal.
A banca também relata que as atividades foram executadas por um grupo de 15 advogados. Além disso, segundo o documento, outros três escritórios especializados em consultoria foram contratados e atuaram sob coordenação da equipe principal.
Apesar de descrever o período e a estrutura da equipe mobilizada, a nota não informa os valores envolvidos no contrato firmado com o banco.
O comunicado menciona ainda que reuniões e encontros realizados durante a vigência do acordo foram registrados como parte do acompanhamento e do cumprimento das demandas jurídicas previstas.
O texto conclui situando o encerramento do trabalho no contexto da liquidação extrajudicial do Banco Master, apontada como marco final do período descrito no contrato.
O assunto ganhou repercussão após uma reportagem apontar uma suposta conexão entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, baseada em mensagens atribuídas ao banqueiro.
Conforme a apuração divulgada, o conteúdo teria sido enviado em 17 de novembro de 2025, poucas horas antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez.
As mensagens teriam sido recuperadas pela Polícia Federal (PF) depois que celulares e computadores do banqueiro foram apreendidos no curso da investigação. O material, segundo a reportagem, inclui conversas no WhatsApp.
Após a divulgação do caso, o STF publicou uma nota oficial na qual o ministro Alexandre de Moraes nega ter recebido as mensagens mencionadas na reportagem.
Até o momento, o esclarecimento do tribunal e a nota do escritório se concentram em negar, respectivamente, o recebimento das mensagens e a existência de atuação do banco no âmbito do STF pela banca contratada.
A nota do escritório contextualiza que os trabalhos prestados ao Banco Master se estenderam até novembro de 2025 e que o encerramento ocorre com referência ao processo de liquidação extrajudicial da instituição.
Esse tipo de procedimento, em geral, envolve a administração e a organização do encerramento de atividades de uma entidade, com foco em apuração de obrigações e providências legais relacionadas. O comunicado, porém, não detalha quais ações específicas teriam sido executadas no caso.
Com a repercussão do episódio, o debate público passou a se concentrar em dois pontos: a natureza do contrato jurídico firmado com a banca e a autenticidade/destino das mensagens atribuídas ao banqueiro.
Fonte: UrbNews