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Semana Santa no Vaticano

Papa Leão XIV abre Semana Santa e faz apelo global pela paz no Vaticano

Durante o Domingo de Ramos, pontífice reforça mensagem contra conflitos armados e pede responsabilidade moral de governantes

Por Admin

29 de março de 2026 às 12:00


Papa Leão XIV abre Semana Santa e faz apelo global pela paz no Vaticano

O Papa Leão XIV abriu neste domingo (29) as celebrações da Semana Santa no Vaticano com a missa de Domingo de Ramos. A cerimônia foi marcada por um chamado firme à paz mundial e por críticas direcionadas a governantes que, segundo o pontífice, estimulam conflitos armados.

Na homilia, o Papa ressaltou que a mensagem cristã é incompatível com a violência e que a religião não pode ser usada para respaldar ações militares. Em um recado de tom político e espiritual, afirmou que Deus não acolhe preces de líderes que promovem a guerra.

Missa de Domingo de Ramos abre o período mais importante do calendário cristão

O Domingo de Ramos inaugura a Semana Santa, a etapa central do calendário cristão, que recorda os últimos dias de Jesus antes da crucificação e da Páscoa. A data remete à entrada de Jesus em Jerusalém e costuma reunir grande participação de fiéis e autoridades religiosas no Vaticano.

Ao comentar o sentido do rito, Leão XIV destacou que o cristianismo se apoia em valores como humildade, reconciliação e paz. Para o Papa, esses princípios devem orientar tanto a vida pessoal quanto as decisões que afetam povos inteiros.

Pontífice condena o uso da religião como justificativa para guerras

Sem mencionar países, governos ou chefes de Estado, o Papa voltou a condenar a instrumentalização da fé para legitimar confrontos. O discurso ocorreu em meio a um cenário internacional de escalada de tensões, com destaque para crises e guerras que têm provocado mortes, deslocamentos e instabilidade, especialmente no Oriente Médio.

O pontífice enfatizou que a adesão à fé cristã não pode ser confundida com apoio a estratégias de violência. Na avaliação apresentada na homilia, líderes que se dizem religiosos, mas incentivam conflitos, precisam revisar publicamente e em consciência as consequências de suas escolhas.

Apelos recentes por diálogo e abandono das armas

A mensagem pronunciada no Vaticano neste domingo reforça uma sequência de manifestações do Papa Leão XIV em favor de soluções diplomáticas. Nas últimas semanas, ele tem insistido na necessidade de conversas entre países e no abandono do caminho armado como resposta a disputas políticas, territoriais ou religiosas.

Em pronunciamentos anteriores, o pontífice também havia convidado governantes envolvidos em guerras a realizar um “exame de consciência” diante das decisões tomadas. O pedido se insere na linha de atuação do Vaticano, tradicionalmente associada à defesa de negociações e à mediação em crises internacionais.

Angelus e a guerra como “escândalo para a humanidade”

No último dia 22 de março, durante a oração do Angelus no Vaticano, Leão XIV classificou a guerra como um “escândalo para toda a humanidade”. Na ocasião, ele voltou a cobrar que líderes mundiais deixem a violência de lado e priorizem iniciativas de diálogo.

O conteúdo do Angelus foi retomado, de forma indireta, na celebração do Domingo de Ramos. A repetição dos apelos indica que o tema deve permanecer no centro dos discursos papais ao longo da Semana Santa, período em que o Vaticano intensifica celebrações e mensagens voltadas à reflexão espiritual.

Semana Santa começa com reflexão religiosa e alerta global

Ao abrir a Semana Santa com um pronunciamento voltado à paz, Leão XIV ampliou o alcance do rito para além do âmbito religioso. A mensagem também se apresentou como um alerta sobre a responsabilidade de chefes de Estado na preservação da vida e na busca de caminhos de convivência entre nações.

Para o Vaticano, a construção da paz passa por atitudes concretas: redução de hostilidades, proteção de civis e compromisso com negociações. A homilia de Domingo de Ramos reforçou essa posição ao rejeitar qualquer tentativa de associar fé a violência ou de transformar a religião em ferramenta de propaganda bélica.

Com isso, a abertura da Semana Santa no Vaticano ocorreu sob o signo de uma convocação à consciência coletiva, unindo tradição litúrgica e cobrança por responsabilidade política em tempos de conflito.

Fonte: UrbNews



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