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Dólar fecha abaixo de R$ 5 e Ibovespa renova recorde com alívio externo

Nesta segunda-feira (13), o Ibovespa, principal índice da B3, atingiu um novo recorde aos 198.001 pontos, com um avanço de 0,34%

Por Admin

13 de abril de 2026 às 22:14


Dólar fecha abaixo de R$ 5 e Ibovespa renova recorde com alívio externo

Pela primeira vez em mais de dois anos, o dólar terminou o pregão abaixo de R$ 5 no Brasil. Nesta segunda-feira (13), a moeda norte-americana encerrou a sessão cotada a R$ 4,9969, em queda de 0,29%.

No mercado de ações, o Ibovespa, índice de referência da B3, avançou 0,34% e atingiu um novo patamar histórico: 198.001 pontos. O dia foi marcado por oscilações e mudança de humor ao longo das negociações, influenciado por notícias vindas do Oriente Médio e pelos desdobramentos da política externa dos Estados Unidos.

Dólar recua e volta ao nível abaixo de R$ 5

A desvalorização do dólar frente ao real ocorreu após um pregão que começou com maior aversão ao risco, mas terminou com melhora no apetite dos investidores. O movimento devolveu a moeda à faixa abaixo de R$ 5, nível que não era registrado no fechamento há mais de dois anos.

Em dias de incerteza internacional, o câmbio tende a refletir tanto a procura por proteção quanto a reprecificação de ativos quando surgem sinais de redução de tensão. Foi o que aconteceu nesta segunda, com o mercado reagindo a declarações que sugeriram possibilidade de reabertura de diálogo entre Washington e Teerã.

Ibovespa atinge 198.001 pontos em novo recorde

Após um início mais cauteloso, a Bolsa brasileira ganhou tração e terminou com alta, renovando seu recorde nominal. O Ibovespa fechou aos 198.001 pontos, com avanço de 0,34%, em um dia em que a percepção de risco externo variou bastante.

O desempenho também refletiu a capacidade do mercado de absorver ruídos geopolíticos e, ainda assim, buscar oportunidades quando surgem sinais de estabilização. A leitura predominante no fim do pregão foi de alívio, mesmo com o cenário internacional ainda carregado.

Tensão entre EUA e Irã muda o tom dos mercados durante o dia

No fim de semana, a falta de avanços nas tratativas para um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã contribuiu para um início de sessão mais negativo nos mercados globais. A preocupação com a guerra no Oriente Médio e com possíveis impactos sobre energia e comércio internacional elevou a cautela nas primeiras horas do pregão.

Ao longo do dia, porém, novas sinalizações ajudaram a reduzir parte do pessimismo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que “pessoas certas do Irã” teriam feito contato e estariam interessadas em “fechar um acordo”. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (13), na Casa Branca.

Trump também afirmou que, caso não haja acordo, o desfecho “não será agradável” para os iranianos. No mesmo contexto, o presidente norte-americano declarou que ordenará a destruição de embarcações iranianas que se aproximarem do bloqueio conduzido pelos EUA no Estreito de Ormuz, citando como comparação ações adotadas em operações contra o tráfico de drogas no Caribe.

Para o republicano, a comunidade internacional não pode permitir que um país utilize o cenário geopolítico para pressionar o mundo. “Não podemos deixar que um país faça chantagem ou extorsão com o mundo porque é exatamente isso que eles estão fazendo”, afirmou.

Boletim Focus: expectativa de inflação em 2026 volta a superar teto da meta

No Brasil, além da influência do noticiário externo, investidores também acompanharam novos números sobre expectativas econômicas. Segundo o Boletim Focus, relatório divulgado pelo Banco Central com projeções coletadas junto ao mercado, a estimativa para a inflação de 2026 voltou a ficar acima do teto do sistema de metas.

O levantamento apontou alta na projeção do IPCA para 2026, que passou de 4,36% para 4,71%. O dado reforça a percepção de que o processo de convergência da inflação pode enfrentar obstáculos, especialmente em um ambiente global ainda instável e com riscos associados a commodities e cadeias de suprimento.

A combinação de câmbio, juros e expectativas inflacionárias segue no centro das decisões de investimento. Mesmo com a queda do dólar no dia, a elevação das projeções de inflação tende a manter o foco do mercado nas próximas sinalizações de política monetária e na evolução do cenário externo.

O que observar nos próximos dias

Para os próximos pregões, a atenção deve continuar dividida entre fatores internacionais e domésticos. No exterior, qualquer mudança na retórica entre EUA e Irã, especialmente envolvendo o Estreito de Ormuz, pode alterar a precificação de risco e influenciar moedas e bolsas.

No Brasil, a trajetória das expectativas de inflação e novas leituras do Boletim Focus continuarão sendo monitoradas, assim como eventuais impactos do câmbio sobre preços. Com o Ibovespa em recorde e o dólar abaixo de R$ 5, investidores devem avaliar se o movimento tem força para se manter ou se a volatilidade volta a dominar o mercado.

Fonte: UrbNews



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