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Greve na USP

Estudantes da USP Butantã aderem à greve e suspendem aulas por tempo indeterminado

Os alunos já haviam feito uma paralisação nesta terça-feira (14) também em apoio a greve dos funcionários

Por Admin

16 de abril de 2026 às 22:30


Estudantes da USP Butantã aderem à greve e suspendem aulas por tempo indeterminado

Estudantes do campus Butantã, da Universidade de São Paulo (USP), decidiram nesta quarta-feira (16) entrar em greve e interromper as atividades acadêmicas por prazo indefinido. A deliberação ocorreu em assembleia geral organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme.

Com a aprovação, a mobilização estudantil passa a se somar ao movimento já realizado por funcionários e técnicos administrativos da universidade. A adesão amplia a pressão por mudanças na estrutura de serviços, políticas de permanência e condições de trabalho dentro da instituição.

Assembleia aprova paralisação e DCE convoca participação

Após a votação, o DCE divulgou nas redes sociais oficiais um chamado para que estudantes participem da construção do movimento, vinculando a greve à defesa da universidade pública e a críticas ao que classificam como precarização e privatização de serviços e espaços no campus.

Apesar da decisão em assembleia geral, a continuidade da greve deve variar entre unidades. Isso porque cada instituto e faculdade da USP realizará reuniões próprias para definir se acompanha integralmente a paralisação ou se adota outros formatos de mobilização.

Movimento estudantil já havia paralisado atividades na terça (14)

Antes da decisão desta quarta-feira (16), alunos já tinham promovido uma paralisação na terça (14) como forma de apoio à greve dos trabalhadores. O movimento dos servidores foi aprovado pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e tem como foco reivindicações salariais e de benefícios.

De acordo com informações divulgadas pelo DCE, a mobilização atingiu cursos em diferentes campi, incluindo Butantã, Largo do São Francisco e unidades do interior do estado. A entidade estudantil contabilizou impacto em 105 cursos na capital e no interior.

Principais reivindicações dos estudantes: bandejões, PAPFE e permanência

Entre as demandas apresentadas pelos estudantes, uma das pautas centrais envolve os restaurantes universitários, conhecidos como bandejões. Os alunos cobram melhorias nas condições oferecidas e defendem o fim da privatização do espaço, tema que tem gerado debates recorrentes sobre gestão, qualidade do serviço e acesso.

Outra reivindicação é o aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE). O objetivo, segundo os estudantes, é que o benefício seja reajustado para equivaler a um salário mínimo do estado de São Paulo, como forma de garantir condições reais de permanência para quem depende do auxílio.

Além disso, os alunos pedem ampliação de programas de permanência estudantil e a proteção de espaços destinados à vivência universitária. No conjunto da pauta, também aparece a cobrança por equidade no tratamento dado a diferentes segmentos da comunidade acadêmica, especialmente na comparação entre servidores e docentes.

O que pedem funcionários e técnicos administrativos da USP

Do lado dos trabalhadores, a greve dos funcionários e técnicos administrativos inclui a reivindicação de reajuste salarial. Eles também solicitam benefícios semelhantes aos oferecidos aos professores, apontando diferenças nas políticas internas que, na avaliação da categoria, ampliam desigualdades dentro da universidade.

A adesão dos estudantes, ao menos em parte das unidades, cria um cenário de maior impacto no cotidiano do campus, com reflexos em aulas, atividades de extensão e rotinas administrativas. A extensão dessa interrupção tende a depender das deliberações locais e do andamento das negociações.

Como a adesão deve funcionar nas unidades da USP

Com a greve aprovada em nível geral, a próxima etapa envolve assembleias e reuniões nos institutos para definir como a paralisação será implementada. Na prática, isso pode significar que alguns cursos interrompam as aulas integralmente, enquanto outros adotem suspensões parciais, atividades de mobilização ou calendários alternativos.

O cenário também deve variar conforme o campus. Além do Butantã, a mobilização já vinha registrando adesões em outras unidades, incluindo a Faculdade de Direito, no Largo do São Francisco, e campi do interior paulista, conforme balanço apresentado pelo DCE.

Contexto: mobilização amplia debate sobre serviços e políticas universitárias

A paralisação por tempo indeterminado coloca em evidência temas recorrentes na USP, como as condições de alimentação a preços acessíveis, a política de permanência estudantil e a relação entre terceirização, privatização de serviços e qualidade do atendimento à comunidade universitária.

Ao mesmo tempo, a greve dos servidores reforça a pressão por recomposição salarial e equiparação de benefícios, abrindo espaço para negociações e eventuais medidas da administração central. Enquanto isso, estudantes e trabalhadores mantêm a mobilização como forma de sustentar as reivindicações apresentadas.

Até o momento, a definição sobre a abrangência total da greve estudantil dependerá das decisões tomadas em cada unidade, que deverá deliberar, nos próximos dias, se seguirá o movimento e em que condições.

Fonte: UrbNews



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