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Investigação criminal

Choquei celebrou topo de MC Ryan dias antes de prisão do criador

A defesa do influenciador afirma sua inocência e sustenta que a relação dele com os investigados era meramente profissional e publicitária

Por Admin

16 de abril de 2026 às 15:54


Choquei celebrou topo de MC Ryan dias antes de prisão do criador

A página “Choquei”, conhecida por publicar notícias e bastidores do universo de celebridades, divulgou recentemente posts comemorando o retorno de MC Ryan ao 1º lugar entre os artistas mais ouvidos do Brasil. As publicações ocorreram poucos dias antes da prisão de Raphael Sousa de Oliveira, apontado como responsável pelo perfil e detido sob suspeita de participação em um esquema investigado por lavagem de dinheiro e transações ilegais.

O caso ganhou repercussão nesta quarta-feira (15), quando Raphael foi preso no condomínio de alto padrão onde mora, em Goiânia. No mesmo dia, MC Ryan também foi detido. As prisões fazem parte de uma investigação que mira um grupo suspeito de integrar uma organização criminosa que, segundo as autoridades, teria movimentado mais de R$ 1 bilhão.

Postagens sobre MC Ryan antecederam operação

No dia 11, a “Choquei” publicou um conteúdo celebrando o desempenho de MC Ryan nas plataformas de streaming. A página repercutiu um vídeo em que o cantor comemorava o feito de alcançar novamente o topo do ranking de audições no país.

Além desse registro, outra publicação mais antiga havia destacado a turnê do funkeiro, com tom celebratório e menção ao impacto do artista para o funk brasileiro. As postagens passaram a ser revisadas por internautas após a divulgação da prisão do influenciador ligado ao perfil.

Quem é Raphael Sousa e o que diz a decisão

Raphael Sousa de Oliveira é apontado como dono da “Choquei” e foi preso nesta quarta-feira (15) em Goiânia. De acordo com a decisão judicial mencionada no caso, ele seria uma peça central na estratégia de comunicação do grupo investigado, atuando como responsável pela “mídia” da organização e recebendo valores altos para executar esse tipo de trabalho.

A apuração também indica que, além de criar e impulsionar conteúdos, ele teria sido envolvido em ações para minimizar crises de imagem de pessoas investigadas. A suspeita inclui ainda possível ligação com ganhos provenientes de plataformas de apostas ilegais e rifas.

Outros investigados e suspeitas da investigação

Segundo as informações divulgadas no contexto do processo, Raphael estaria ligado a investigados como MC Ryan (preso no mesmo dia), Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos. O conjunto de suspeitas envolve atuação em um esquema que teria usado diferentes frentes para movimentar recursos e ocultar a origem do dinheiro.

As autoridades investigam indícios de lavagem de dinheiro e transações ilegais, com estimativa de movimentação superior a R$ 1 bilhão. Os detalhes sobre como o dinheiro circulava e quais seriam as funções específicas de cada investigado fazem parte do inquérito.

Defesa nega acusações e cita relação publicitária

A equipe de Raphael afirma que ele é inocente. A defesa sustenta que a única relação do influenciador com MC Ryan teria ocorrido por meio de publicidade, sem participação em qualquer articulação criminosa.

Até o momento, a posição apresentada pela defesa busca enquadrar a interação como atividade comercial comum no meio digital, sem vínculo com supostos crimes investigados. O caso segue em andamento.

O que é a Choquei e por que o caso repercute

A “Choquei” se consolidou como um portal de entretenimento e celebridades, com postagens frequentes sobre famosos e também espaço para temas nacionais de grande impacto. O alcance do perfil, que influencia debates nas redes e pauta conversas sobre personalidades públicas, ajudou a amplificar a repercussão da prisão de seu suposto responsável.

Outro elemento que aparece no contexto da notícia é a atuação do perfil como embaixador de uma plataforma de apostas online. A informação é citada em meio às suspeitas que envolvem, segundo a investigação, lucros associados a apostas ilegais e outras modalidades, como rifas.

Com a prisão e as suspeitas divulgadas, o episódio abriu discussões sobre publicidade, influência digital e o papel de grandes páginas de entretenimento na construção — e na proteção — da imagem pública de artistas e figuras investigadas.

Fonte: UrbNews



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