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Malafaia pede doações para trocar avião e vídeo divide internautas

O pastor afirmou que a aeronave é um instrumento de trabalho, está conservada, mas precisa ser trocada

Por Admin

31 de março de 2026 às 14:19


Malafaia pede doações para trocar avião e vídeo divide internautas

Pedido por uma aeronave mais nova

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, publicou um vídeo na última sexta-feira (27) em que afirma estar buscando doações para adquirir um avião mais novo. Segundo ele, a intenção é substituir a aeronave utilizada atualmente, que seria um modelo antigo.

No registro, divulgado em seu perfil pessoal, Malafaia diz que tem feito orações para que Deus “toque o coração” de pessoas dispostas a contribuir com a compra. O pastor também aproveita a gravação para responder críticas que, de acordo com ele, teriam vindo de um “pastor petista”.

“Ferramenta de trabalho”, diz o pastor

Ao justificar o pedido, Malafaia afirma que a aeronave em uso é de 1985. Ele reconhece que o avião estaria conservado, mas sustenta que precisa fazer a troca por considerar o equipamento essencial para suas atividades.

Na fala, o líder religioso descreve o avião como um recurso ligado à rotina de trabalho, e não como um bem para uso pessoal. Ele também declara manter a expectativa de que “portas” se abram para viabilizar a aquisição.

Em outro trecho, o pastor rebate julgamentos sobre a necessidade de comprar uma aeronave. Ele argumenta que o fato de alguém não ter a mesma demanda não deveria servir de parâmetro para criticar o que outros consideram necessário.

Vídeo viraliza e gera debate nas redes

O conteúdo circulou rapidamente e passou a ser repercutido por páginas e perfis de entretenimento e notícias, ampliando o alcance da mensagem. A publicação dividiu opiniões entre usuários, com comentários críticos e também manifestações de apoio.

Entre as críticas, internautas questionaram a origem do dinheiro e apontaram que doações de fiéis deveriam ser destinadas a outras finalidades. Uma usuária argumentou que o pastor poderia comprar bens de alto valor desde que isso fosse feito com recursos próprios, sem envolver contribuições de seguidores, e citou ainda divergências em relação a posicionamentos do líder religioso sobre políticas de assistência governamental.

Também houve questionamentos sobre quem, na prática, se beneficia do uso da aeronave e se os fiéis teriam o mesmo tipo de acesso a uma “ferramenta de trabalho” semelhante.

Do outro lado, apoiadores saíram em defesa de Malafaia. Um seguidor, por exemplo, elogiou o tom do pastor e classificou sua postura como precisa. Comentários positivos também reforçaram a ideia de que líderes religiosos podem utilizar diferentes meios de deslocamento para cumprir agendas, desde que isso seja transparente.

Contexto: transparência e relação com doações

A fala do pastor reacende um tema recorrente no debate público: como igrejas e lideranças religiosas justificam pedidos de contribuições, especialmente quando os recursos são associados a bens de alto valor. A discussão costuma envolver, de um lado, a autonomia de instituições religiosas para levantar fundos e, de outro, cobranças por clareza sobre finalidade, prestação de contas e impacto para a comunidade que doa.

No caso do vídeo, Malafaia enquadra a troca do avião como uma necessidade operacional. Já parte das reações nas redes se concentra na legitimidade do pedido e no contraste entre o custo de uma aeronave e a realidade financeira de parcela dos fiéis.

O que foi dito e o que continua em debate

Na gravação publicada na sexta-feira (27), Silas Malafaia afirma que o avião atual é antigo, menciona o ano do modelo e declara que está orando por oportunidades e por doadores para viabilizar a compra de uma nova aeronave. O pastor também responde a críticas políticas, citando um “pastor petista”, e pede para não ser julgado por quem não compartilha da mesma necessidade.

Até o momento, o que permanece em discussão nas redes é principalmente o aspecto moral e financeiro do pedido: se doações devem ou não ser direcionadas a esse tipo de compra, quais seriam as garantias de transparência e se a justificativa de “ferramenta de trabalho” é suficiente para convencer o público.

Enquanto apoiadores defendem a prerrogativa do pastor de buscar recursos para cumprir sua agenda, críticos insistem que o tema exige mais explicações sobre a origem do dinheiro e a destinação das contribuições.

Fonte: UrbNews



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