Eleições e governo
Por Admin
31 de março de 2026 às 14:11
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira (31) que Geraldo Alckmin (PSB) será seu vice na disputa eleitoral deste ano. Ao tratar da composição da chapa, Lula afirmou que Alckmin deverá deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para se dedicar à campanha.
A declaração ocorreu durante uma reunião com integrantes do primeiro escalão, convocada para reforçar a orientação de que ministros e auxiliares defendam publicamente as ações do governo. O recado, segundo apuração publicada pela Folha, é voltado sobretudo a integrantes da equipe que pretendem concorrer nas eleições de outubro e, por isso, precisarão se desincompatibilizar dos cargos.
Ao comentar a decisão, Lula ressaltou que Alckmin voltará a concorrer ao posto de vice-presidente. Como o atual vice também ocupa o cargo de ministro, a mudança implica sua saída do MDIC, medida esperada em razão das regras eleitorais e da necessidade de foco na campanha.
Alckmin, que já foi governador de São Paulo e concorreu à Presidência em 2018, integra a aliança do PT com o PSB e tem papel central na estratégia de ampliar o diálogo com setores econômicos e com o centro político.
No encontro com ministros, Lula também fez um apelo para que os integrantes do governo que disputarão cargos eletivos se comprometam com uma atuação política voltada a mudanças institucionais. Ele criticou o que chamou de “promiscuidade” na política brasileira e internacional, defendendo que o ingresso de quadros do governo na vida parlamentar ajude a alterar esse cenário.
Na avaliação do presidente, houve deterioração do ambiente político nos últimos anos. Lula afirmou que ainda existe gente séria na atividade pública, mas disse que, em muitos casos, a política passou a ser tratada como negócio e que candidaturas podem exigir custos elevados.
O presidente também mencionou um quadro de desgaste de instituições e afirmou que a transformação depende de convencimento popular. Para ele, somente o eleitorado tem poder de alterar a composição política e, consequentemente, o rumo das decisões em Brasília.
A reunião teve como objetivo alinhar discurso e reforçar entregas da gestão, com atenção especial aos ministros que devem deixar a Esplanada para concorrer. A estratégia é que esses nomes atuem como multiplicadores das ações do governo nas bases eleitorais, municiados com dados e realizações não apenas de suas pastas, mas do conjunto da administração federal.
A orientação inclui enfatizar programas, obras e iniciativas em andamento, além de rebater críticas de adversários. Internamente, auxiliares indicam que o Planalto pretende transformar a campanha de ministros-candidatos em uma vitrine regional do que o governo afirma ter executado em diferentes áreas.
Entre os ministros que se preparam para deixar o governo, está o chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), que, segundo o texto original, pretende disputar uma vaga no Senado pela Bahia. A expectativa no Planalto é que ele apresente um balanço das principais ações e resultados do período em que esteve à frente da articulação e coordenação do governo.
De acordo com assessores presidenciais, a ideia é que essa prestação de contas sirva de base para outros ministros que também entrarão na corrida eleitoral. O objetivo é que o grupo tenha uma visão consolidada das entregas da Esplanada e consiga sustentar a narrativa do governo em diferentes estados.
No entorno de Lula, o diagnóstico é que a eleição terá forte polarização e exigirá respostas coordenadas a ataques e desinformação. A orientação para que ministros defendam o governo faz parte de uma estratégia mais ampla de enfrentamento político ao bolsonarismo nos redutos eleitorais.
A matéria original menciona que Flávio Bolsonaro (PL) deverá ser o principal adversário do petista em uma das disputas citadas. No Planalto, a avaliação é que a campanha se dará tanto na comparação de resultados quanto na disputa por narrativas sobre economia, políticas públicas e credibilidade institucional.
Com a confirmação de Alckmin na vice, Lula sinaliza continuidade na composição política que marcou a aliança de 2022, ao mesmo tempo em que inicia um processo de reorganização do primeiro escalão para acomodar as desincompatibilizações exigidas pelo calendário eleitoral.
Fonte: informações atribuídas à Folhapress, com autoria de Mariana Brasil e Isadora Albernaz no texto original.
Fonte: UrbNews
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