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Lula critica Trump em Sorocaba e diz que Brasil quer paz, não ameaça

A fala ocorre em um momento em que o governo brasileiro acompanha com atenção movimentos recentes de Donald Trump no cenário internacional.

Por Admin

11 de abril de 2026 às 12:07


Lula critica Trump em Sorocaba e diz que Brasil quer paz, não ameaça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (10), em Sorocaba (SP), que o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump “ameaça o mundo” e fez um alerta em tom de recado ao comentar a postura do americano. A declaração ocorreu durante a inauguração de um novo campus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), evento no qual Lula também reforçou a defesa de uma política internacional baseada em negociação e cooperação.

No discurso, o presidente mencionou suas origens no Nordeste e disse que Trump não faria ameaças ao Brasil se entendesse o perfil combativo de um “pernambucano” em momentos de tensão. A fala foi concluída com a mensagem de que o país não tem interesse em conflitos e prefere uma agenda de paz.

Declaração de Lula em evento no interior de São Paulo

Ao falar para o público em Sorocaba, Lula usou um tom mais duro ao citar Trump, associando o comportamento do americano a um ambiente de instabilidade internacional. Ele afirmou que o Brasil não pretende entrar em disputas militares e, ao mesmo tempo, defendeu que eventuais divergências entre nações sejam tratadas por vias diplomáticas.

A inauguração do campus do IFSP serviu como pano de fundo para o presidente enfatizar prioridades internas, como educação e desenvolvimento. Ainda assim, a fala sobre o cenário externo ganhou destaque por ocorrer em um período em que o governo brasileiro acompanha movimentos de Trump e seus reflexos na geopolítica.

Governo monitora ações de Trump e possíveis efeitos eleitorais

Integrantes do governo Lula observam com atenção iniciativas recentes de Donald Trump no tabuleiro internacional. Nesta sexta-feira, o americano declarou que pode lançar mão do poder econômico dos Estados Unidos para apoiar o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que enfrenta uma eleição considerada apertada neste fim de semana.

No Planalto, a sinalização é interpretada como um possível teste de influência externa em processos eleitorais. Na avaliação de interlocutores do governo, episódios desse tipo podem repercutir em estratégias de proteção institucional e de comunicação política no Brasil, com foco no ciclo eleitoral de 2026.

Essa leitura não se limita à Europa. A gestão federal também acompanha eleições em países da América Latina sob a mesma ótica, diante do receio de que disputas globais ampliem tensões políticas internas em diversas democracias.

Tensões no Oriente Médio e guerra na Europa elevam preocupação

O contexto internacional tem sido marcado por agravamento de crises e guerras. Além do conflito entre Rússia e Ucrânia, há uma escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel no Oriente Médio, o que aumenta a percepção de risco em diferentes regiões do planeta.

Para o governo brasileiro, a preocupação é dupla: diplomática e econômica. Autoridades avaliam que a intensificação dos confrontos pode gerar instabilidade nos mercados, especialmente no setor de energia, com reflexos diretos no preço do petróleo.

Uma eventual alta mais forte da commodity tende a pressionar a inflação e afetar custos internos, incluindo combustíveis. Por isso, a retórica de Lula em defesa de soluções negociadas dialoga também com o impacto que guerras prolongadas podem trazer para o cotidiano do país.

Encontro entre Lula e Trump segue indefinido

O cenário externo também interfere na relação bilateral. Um encontro entre Lula e Trump vem sendo discutido desde o início do ano, mas segue sem data marcada. Segundo interlocutores do Planalto, existe a possibilidade de que a reunião nem aconteça em 2026 caso não seja viabilizada até o meio do ano, quando o calendário eleitoral brasileiro tende a reduzir a margem para agendas internacionais.

Na avaliação de fontes do governo, o agravamento da crise no Oriente Médio dificultou o avanço de tratativas e a construção de um ambiente favorável para compromissos diplomáticos de alto nível. Ao mesmo tempo, Lula tem adotado uma posição crítica em relação à atuação americana no conflito e insiste na necessidade de negociação como caminho para reduzir a escalada.

Mesmo com o tom mais desafiador usado ao citar Trump em Sorocaba, o presidente repetiu que o Brasil não busca confronto. A mensagem central do discurso foi a defesa de paz, desenvolvimento e investimento em educação, indicando que o governo pretende manter a diplomacia como eixo, apesar das turbulências globais.

Com informações de Aléxia Sousa e Nicole Bonetti, da Folhapress.

Fonte: UrbNews



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