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Camilo Santana descarta disputar governo do Ceará em 2026 e apoia Elmano

Ministro da Educação diz que deixará o cargo no prazo eleitoral para percorrer o estado e apresentar ações da parceria entre os governos estadual e federal

Por Admin

15 de março de 2026 às 00:07


Camilo Santana descarta disputar governo do Ceará em 2026 e apoia Elmano

O ministro da Educação, Camilo Santana, voltou a negar a possibilidade de concorrer ao Governo do Ceará nas eleições de 2026. A declaração foi dada neste sábado (14), durante compromisso oficial em Juazeiro do Norte, na região do Cariri.

Ex-governador do estado, Camilo disse que seu nome para a disputa é o do atual governador, Elmano de Freitas. Segundo ele, a intenção é atuar nos bastidores e nas ruas para sustentar a continuidade do grupo político que hoje comanda o Executivo cearense.

Declaração durante agenda no Cariri

Camilo falou com a imprensa após uma visita técnica às obras do hospital universitário da Universidade Federal do Cariri (UFCA). No local, o ministro acompanhou o andamento do empreendimento e comentou a relação entre investimentos federais e ações do governo estadual.

Na entrevista, ele afirmou que pretende circular pelo Ceará para conversar com a população, apresentar entregas da gestão de Elmano e destacar resultados da cooperação com o Governo Federal. A mensagem, segundo o ministro, é reforçar os impactos práticos de iniciativas conjuntas para os cearenses.

Apoio a Elmano e articulação política para 2026

Camilo Santana governou o Ceará entre 2015 e 2022 e hoje integra o primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao tratar do cenário de 2026, ele indicou que seu foco será ajudar na construção de alianças e na defesa do atual projeto administrativo no estado.

A fala ocorre em um momento em que partidos e lideranças começam a organizar estratégias para as eleições estaduais. Com a aproximação do calendário eleitoral, as movimentações incluem conversas sobre coligações, montagem de chapas e lançamento de pré-candidaturas.

Além do apoio a Elmano no âmbito estadual, o ministro também sinalizou que deve atuar politicamente no plano nacional, em defesa da reeleição de Lula.

Permanência no MEC e possível desincompatibilização

Camilo afirmou que, neste momento, a prioridade é seguir à frente do Ministério da Educação (MEC). Ainda assim, ele mencionou a possibilidade de se afastar do cargo no prazo previsto pela legislação eleitoral, caso seja necessário para se envolver de forma mais direta nas articulações políticas.

Pelas regras eleitorais, ministros e ocupantes de determinados cargos no Executivo precisam cumprir prazos de desincompatibilização para participar do processo eleitoral em condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O ministro não detalhou qual seria o papel específico nesse período, mas indicou disposição para atuar na organização política do grupo no estado.

Medidas citadas na Educação e expansão da rede federal

Durante a entrevista, Camilo também mencionou ações conduzidas desde que assumiu o MEC. Entre os pontos destacados, ele citou a ampliação da rede de universidades e institutos federais, além de programas voltados à alfabetização.

O ministro também mencionou iniciativas relacionadas à expansão do ensino em tempo integral e políticas de permanência, com o objetivo de reduzir evasão e manter estudantes na escola. Segundo ele, o tema tem sido tratado como prioridade na agenda do governo.

Parceria entre governos e agenda de investimentos no Ceará

Camilo ressaltou que a integração entre Governo Federal e Governo do Ceará tem viabilizado investimentos em infraestrutura educacional e em programas sociais com foco na juventude. A avaliação do ministro é que a cooperação institucional amplia a capacidade de execução de obras e projetos.

A passagem pelo Cariri faz parte de uma sequência de compromissos do ministro no estado, que envolve acompanhamento de obras e anúncios de investimentos. A agenda inclui pautas que transitam entre educação e saúde, com destaque para empreendimentos ligados a universidades federais e equipamentos públicos.

Com a sinalização de que não pretende entrar na disputa pelo Palácio da Abolição em 2026, Camilo reforça o alinhamento com Elmano e reposiciona seu papel como articulador político, mantendo o foco administrativo no MEC enquanto acompanha, de perto, ações e entregas no Ceará.

Fonte: UrbNews



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