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Quadrilha que roubava medicamentos contra o câncer participou de cerca de 40 ataques no Rio; esquema movimentou R$ 33 milhões

Cinco pessoas foram presas durante a Operação Metástase; grupo revendia remédios desviados para hospitais e clínicas particulares

Por Ana Cecilia de Carvalho Paiva

22 de julho de 2026 às 08:43 ▪ Atualizado há 4 horas


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A quadrilha investigada por roubar e revender medicamentos de alto custo usados no tratamento contra o câncer participou de cerca de 40 crimes semelhantes no estado do Rio de Janeiro. Cinco pessoas foram presas durante a Operação Metástase, entre elas o homem apontado como líder da organização criminosa. As investigações seguem para identificar outros envolvidos no esquema.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava criminosos fortemente armados para interceptar cargas de medicamentos em rodovias fluminenses. A investigação também apura a participação de funcionários de transportadoras, que teriam fornecido informações para facilitar os assaltos.
Após os roubos, os medicamentos eram levados para o Complexo da Maré, na zona norte do Rio, onde contavam com o apoio de traficantes ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP). No local, os produtos eram separados e enviados por via terrestre e aérea para outros estados.

Além da atuação nos roubos, a organização mantinha uma estrutura financeira responsável por lavar o dinheiro obtido com os crimes. Segundo a polícia, empresas de fachada e documentos falsificados eram utilizados para revender os medicamentos desviados a clínicas e hospitais particulares, além de permitir a participação fraudulenta em licitações.

O delegado Luiz Eduardo Moura, da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), informou que o esquema movimentou, pelo menos, R$ 33 milhões. A estimativa, no entanto, é de que o valor seja ainda maior.
“Somente com o líder da organização criminosa foram apreendidas caixas de medicamentos avaliadas em R$ 4 milhões”, destacou o delegado.

A Polícia Civil alertou que o esquema colocava em risco a vida de pacientes oncológicos, já que os medicamentos exigem rigoroso controle de armazenamento e conservação. Segundo a corporação, não há garantia de que os remédios desviados mantinham a eficácia necessária para o tratamento.

Como parte da operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados, incluindo imóveis e veículos de luxo.



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