AÇÃO POLÍTICA
Por Ana Cecilia de Carvalho Paiva
22 de julho de 2026 às 11:55 ▪ Atualizado há 1 hora
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) recusou o convite para integrar como candidata a vice-presidente a chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleiçoes de 2026. A informação foi confirmada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Com a decisão, o partido deve oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro durante a convenção nacional marcada para este sábado (25), em São Paulo, sem anunciar o nome que ocupará a vice-presidência. A vaga permanecerá aberta até o encerramento do prazo das onvenções partidárias, em 5 de agosto. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a definição do vice dependerá das negociações políticas que o partido mantém com outras legendas. Segundo ele, a composição da chapa será definida somente após a conclusão das tratativas paraformação de alianças eleitorais.
Tereza Cristina comunicou sua decisão após reunião com Valdemar Costa Neto. De acordo com interlocutores, a senadora pretende disputar a presidência do Senado em 2027 e avalia que integrar uma chapa presidencial poderia comprometer esse projeto político.
Ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, ela era considerada um dos principais nomes defendidos pela direção do PL para compor a chapa. Com a recusa, o partido voltou a analisar outras opções. Entre os nomes cotados está a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e ex-assessora do então ministro da Economia, Paulo Guedes. A indicação, no entanto, depende de um eventual acordo político com o Republicanos, legenda à qual ela é filiada.
Também seguem entre as alternativas as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE). Enquanto isso, o PL mantém negociações com o Republicanos e com a federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. Nos bastidores, porém, dirigentes dessas siglas indicam que ainda não há definição sobre uma aliança nacional, diante de divergências políticas em alguns estados.
A expectativa da direção do PL é que a oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro fortaleça as negociações para a definição do vice antes do prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral.
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