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Saúde e superação

Menina vence câncer raro e comemora cura com carreata em Teresina

Em entrevista à Urbnews, a mãe da pequena relembrou o processo de tratamento até a cura

Por Admin

10 de março de 2026 às 15:11


Menina vence câncer raro e comemora cura com carreata em Teresina

Luna Rafaelle, moradora de Teresina (PI), celebrou um marco que a família aguardava há anos: a cura de um câncer raro localizado na região do cóccix. A menina recebeu o diagnóstico aos 2 anos e enfrentou um tratamento prolongado, com cirurgias, quimioterapia e três transplantes de medula óssea. Ao final dessa etapa, ela tocou o “sino da vitória”, gesto simbólico usado por hospitais para marcar o encerramento do tratamento oncológico.

A comemoração ganhou as ruas da capital piauiense. Parentes e amigos organizaram uma carreata para homenagear a criança, reforçando a mobilização em torno da história de superação e a importância do suporte familiar durante o tratamento de câncer infantil.

Cura celebrada com carreata em Teresina

A carreata começou no Hospital São Marcos, unidade de referência no atendimento oncológico no Piauí, e seguiu por diferentes pontos de Teresina. O trajeto terminou no bairro Dirceu, na Zona Sudeste, onde a família vive.

Segundo familiares, a ideia foi transformar o retorno da menina ao estado de origem em um momento coletivo de gratidão e alívio. O passeio com veículos decorados simbolizou, para a família, o encerramento de um ciclo marcado por internações, procedimentos e longos períodos longe da rotina comum de uma criança.

Diagnóstico e tratamento: cirurgias, quimioterapia e transplantes

De acordo com o relato da mãe, Francisca Souza, os médicos identificaram um nódulo ainda durante a gestação. Apesar desse acompanhamento inicial, a retirada ocorreu quando Luna tinha 1 ano. Depois da cirurgia, porém, o quadro se agravou.

“Mesmo depois da retirada, o nódulo voltou como um câncer maligno”, disse Francisca em entrevista ao portal Urbnews. Ela contou que, mesmo diante de sinais de melhora durante o tratamento, o tumor reaparecia, exigindo novas abordagens médicas.

Ao longo da trajetória, Luna foi submetida a cinco cirurgias e a sessões de quimioterapia. A família relata que a recorrência do tumor motivou a busca por alternativas terapêuticas mais complexas.

Mudança para São Paulo em busca de atendimento especializado

Após duas cirurgias, a família decidiu se mudar para São Paulo para dar continuidade ao tratamento em um ambiente com mais recursos e maior oferta de procedimentos de alta complexidade. Foi nesse período que Luna iniciou o protocolo envolvendo o Transplante de Medula Óssea (TMO).

A intervenção realizada foi o transplante autólogo, modalidade em que as células do próprio paciente são coletadas, preservadas e reintroduzidas no organismo após a aplicação de quimioterapia em alta dose. O objetivo é permitir que o corpo retome a produção saudável de células sanguíneas depois da fase agressiva do tratamento.

Conforme a família, Luna passou por três procedimentos de TMO autólogo até a remissão da doença. O processo incluiu etapas de internação, acompanhamento contínuo e cuidados intensivos com imunidade, comuns em pacientes submetidos a transplantes.

O sino da vitória e o sonho de ir à escola

Francisca Souza contou que Luna chegou a tocar o sino da vitória em São Paulo, onde finalizou uma das etapas do tratamento. Mesmo assim, a mãe preferiu repetir a celebração de forma mais ampla após o retorno ao Piauí, perto de familiares e amigos.

“A gente tocou o sino e fez uma carreata pra ela, a coisa mais linda do mundo! Eu não sabia que ia repercutir tanto”, afirmou, emocionada, ao Urbnews.

Com a cura, a expectativa da família é que a menina possa retomar planos interrompidos pela doença. Entre eles, está o desejo de frequentar a escola com regularidade. Durante o tratamento, a rotina escolar foi comprometida por consultas frequentes, períodos de recuperação e cuidados necessários para reduzir riscos de infecções.

Importância do apoio familiar em casos de câncer infantil

Para familiares, a carreata teve um significado que vai além da comemoração. O gesto representou também a valorização da rede de apoio que sustentou a criança e a mãe durante os momentos mais difíceis, incluindo deslocamentos, cirurgias e longas terapias.

A história de Luna reforça um ponto sensível no enfrentamento do câncer infantil: a necessidade de acesso a tratamento especializado, acompanhamento multiprofissional e suporte emocional. Em muitos casos, famílias precisam reorganizar toda a vida para acompanhar a criança, inclusive mudando de cidade ou estado.

Agora, com a conclusão do tratamento e a volta para casa, Luna inicia uma nova etapa, marcada pela retomada da infância e pela perspectiva de uma rotina mais leve — com direito ao que ela mais esperava: ir para a escola.

Fonte: UrbNews



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