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Reino Unido aprova lei que veta compra de cigarros para nascidos em 2009

No Reino Unido, fumar causa cerca de 75 mil mortes por ano e é responsável por aproximadamente um quarto de todas as mortes

Por Admin

23 de abril de 2026 às 00:00


Reino Unido aprova lei que veta compra de cigarros para nascidos em 2009

O Parlamento do Reino Unido aprovou uma mudança considerada um marco na estratégia de saúde pública do país: a proibição permanente da compra de cigarros e dispositivos eletrônicos de nicotina (como vapes) por pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009. Na prática, o grupo atingido pela regra não poderá adquirir legalmente produtos de tabaco em nenhuma fase da vida, mesmo após alcançar a maioridade.

A proposta integra um pacote mais amplo de controle do tabagismo e tem como objetivo diminuir, de forma consistente, a entrada de novos fumantes nas próximas décadas. Depois do aval no Parlamento, o texto ainda precisa passar por etapas formais, incluindo a sanção real, antes de virar lei plenamente em vigor.

O que muda com a proibição por ano de nascimento

O principal eixo da legislação é a criação de uma barreira geracional para o consumo de tabaco. Em vez de apenas definir uma idade mínima fixa para compra, o Reino Unido adota um critério por data de nascimento: quem nasceu em 2009 ou depois ficará, de maneira definitiva, impedido de comprar cigarros e vapes no comércio legal.

O desenho busca impedir que novas gerações iniciem o hábito e, com isso, reduzir gradualmente a presença do tabagismo na população. A expectativa do governo britânico é que, com o passar dos anos, a medida contribua para consolidar uma “geração livre do fumo”, com impacto direto sobre indicadores de saúde.

Regras mais duras para consumo em espaços públicos

Além do veto de venda para os nascidos a partir de 2009, o texto aprovado reforça limitações ao consumo em áreas públicas. Entre os locais citados no pacote estão regiões próximas a escolas, hospitais e parques infantis — espaços associados a grande circulação de crianças, adolescentes e famílias.

A lógica é reduzir a exposição de não fumantes ao consumo e, ao mesmo tempo, diminuir a normalização do ato de fumar em ambientes cotidianos. Autoridades de saúde pública frequentemente apontam que a visibilidade do cigarro pode influenciar a iniciação entre jovens.

Mais poder do governo sobre vapes: sabores e embalagens

O projeto também amplia a capacidade regulatória do governo britânico sobre cigarros eletrônicos. A medida abre caminho para regras mais rígidas envolvendo características que podem aumentar a atratividade do produto para o público jovem, como o uso de sabores e o formato das embalagens.

Na avaliação de gestores e especialistas em saúde, o crescimento dos vapes trouxe novos desafios para políticas antitabagismo, já que esses dispositivos podem ser percebidos como menos nocivos ou mais “aceitáveis”, principalmente entre adolescentes. Ao reforçar o poder de regulação, o governo pretende reduzir o apelo de marketing e limitar mecanismos de iniciação.

Por que a lei é considerada uma das mais rígidas do mundo

O Reino Unido já adota, há anos, uma série de políticas para desestimular o tabagismo, como restrições de propaganda e advertências de saúde. A nova legislação, porém, eleva o patamar ao estabelecer uma proibição definitiva baseada no ano de nascimento, em vez de uma idade mínima que se mantém igual ao longo do tempo.

Na prática, a regra cria um bloqueio permanente para uma parcela da população e tende a alterar a dinâmica do mercado legal de tabaco no futuro. Por isso, a iniciativa vem sendo descrita como uma das mais duras globalmente no combate ao fumo.

Apesar da aprovação parlamentar, a implementação completa depende dos trâmites finais, como a sanção real. A expectativa é que a entrada em vigor ocorra nos próximos anos, conforme o calendário de adoção previsto pelas autoridades.

Impacto esperado: menos doenças e alívio ao sistema de saúde

O governo britânico aposta que a estratégia terá reflexos importantes na redução de doenças associadas ao tabagismo e na diminuição da pressão sobre o sistema de saúde. No país, fumar está ligado a uma carga significativa de mortalidade e complicações médicas que exigem tratamento contínuo.

Segundo dados citados pelo NHS (o Serviço Nacional de Saúde), o tabagismo provoca cerca de 75 mil mortes por ano no Reino Unido e responde por aproximadamente um quarto de todas as mortes. Ao restringir o acesso ao tabaco e apertar o cerco a produtos eletrônicos, autoridades esperam reduzir esse impacto ao longo do tempo.

A aprovação da lei marca uma inflexão na política pública britânica, com foco em prevenção e proteção das novas gerações. Com a conclusão das etapas formais, o país deve se tornar referência para outras nações que discutem medidas mais rígidas contra o cigarro e os vapes.

Fonte: UrbNews



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