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Papa Leão 14 pede a Trump e líderes diálogo para conter guerras na Páscoa

A declaração foi feita a jornalista que esperavam o pontífice do lado de fora da Villa Barberini, em Castel Gandolfo

Por Admin

01 de abril de 2026 às 12:30


Papa Leão 14 pede a Trump e líderes diálogo para conter guerras na Páscoa

O papa Leão 14 fez um apelo público ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a outras autoridades internacionais para que priorizem negociações como caminho para reduzir a violência e interromper conflitos armados. A mensagem foi dada na noite de terça-feira (31), em Castel Gandolfo, durante breve conversa com jornalistas que aguardavam o pontífice do lado de fora da Villa Barberini.

Segundo Leão 14, declarações recentes de Trump sobre o desejo de encerrar uma guerra devem se traduzir em iniciativas concretas. Para o líder da Igreja Católica, a diminuição de bombardeios e ataques teria impacto direto na contenção do ciclo de hostilidade que, em suas palavras, cresce no Oriente Médio e também em outras regiões.

Apelo do papa a Trump e chefes de Estado

Ao comentar a fala atribuída ao presidente norte-americano, o pontífice disse esperar que haja um esforço real para encontrar uma solução política. Ele destacou que reduzir ações militares, como bombardeios, pode representar um passo relevante para frear a escalada de ódio associada às guerras.

Leão 14 estendeu a cobrança a dirigentes de diferentes países e defendeu a retomada imediata do diálogo. A orientação, segundo ele, é que governos voltem a priorizar mesas de negociação e busquem saídas para diminuir a violência, com foco na construção de paz especialmente durante o período da Páscoa.

Semana Santa, Páscoa e pedido de trégua em conflitos

O papa afirmou que a Semana Santa chega marcada por sofrimento e por um número elevado de mortes em zonas de conflito, incluindo vítimas infantis. Para ele, o calendário religioso deveria servir como tempo de reflexão e serenidade, em contraste com o cenário de guerra observado em várias partes do mundo.

Na avaliação do pontífice, a Páscoa é a fase mais sagrada do ano para os católicos e, por isso, deveria ser acompanhada por gestos de pacificação. Leão 14 demonstrou expectativa de que o período seja associado a uma trégua e a iniciativas concretas para conter confrontos armados.

Críticas à insistência em alimentar ódio e guerra

O líder católico ressaltou que pedidos pela paz são frequentes, mas nem sempre encontram eco em quem toma decisões. Segundo ele, há autoridades e grupos que continuam a estimular violência, prolongando confrontos e aprofundando divisões.

Leão 14 também afirmou que cristãos devem relacionar o sentido da Semana Santa ao sofrimento de civis atingidos por conflitos. Para o pontífice, a dor de inocentes, sobretudo em guerras, é um lembrete de que o sofrimento de Cristo se manifesta hoje na realidade de vítimas indefesas.

Como resposta, o papa indicou dois caminhos aos fiéis: oração e solidariedade. Ele pediu preces pelas vítimas e por um cenário de paz “renovada”, capaz de devolver esperança e dignidade a populações impactadas por ações militares.

Domingo de Ramos: “Deus rejeita orações de quem faz guerra”, diz pontífice

Além do recado dado em Castel Gandolfo, Leão 14 voltou ao tema no Domingo de Ramos, quando falou para milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro. Na celebração que marca o início da Semana Santa para cerca de 1,4 bilhão de católicos, o papa afirmou que Deus rejeita as orações de líderes que iniciam guerras e carregam “mãos cheias de sangue”.

Sem citar nomes, o pontífice disse que Jesus não pode ser mobilizado como justificativa para nenhum conflito. Em sua fala, ele descreveu Cristo como “Rei da Paz” e reforçou que a fé cristã não pode ser usada para legitimar violência armada.

Leão 14 declarou acompanhar com preocupação a situação no Oriente Médio e lembrou que outras regiões do planeta também enfrentam guerras e agressões contínuas. Para ele, diante do sofrimento de civis, não é possível manter silêncio.

Durante a homilia, o papa citou uma passagem bíblica para sustentar a crítica: segundo ele, Jesus não acolhe preces de quem promove guerra, mas as rejeita, já que a violência desmente qualquer discurso religioso.

Oriente Médio, guerra contra o Irã e linguagem religiosa

Nas últimas semanas, Leão 14 tem intensificado críticas ao conflito envolvendo o Irã, defendendo repetidamente um cessar-fogo imediato. Ele lamentou, em especial, o impacto sobre cristãos que vivem no Oriente Médio, afirmando que essas comunidades enfrentam as consequências de um confronto descrito por ele como “atroz”.

O pontífice, conhecido por medir suas palavras, também se referiu ao uso de referências cristãs por autoridades norte-americanas para sustentar a ofensiva militar. O texto relata que ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, deram início à guerra.

Entre os episódios mencionados, está a atuação do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que passou a conduzir cultos de oração cristãos no Pentágono e, em uma cerimônia, pediu “ação violenta e avassaladora” contra pessoas que, segundo a declaração citada, “não merecem misericórdia”.

Informações atribuídas à Folhapress.

Fonte: UrbNews



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