Educação no Maranhão
Por Admin
20 de março de 2026 às 11:55
O Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) obteve média 4,5 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023. O resultado coloca a rede maranhense acima da média nacional do ensino médio, que ficou em 4,3, e reforça o desempenho do modelo de formação adotado nas unidades do estado.
O Ideb é um dos principais indicadores de qualidade da educação básica no Brasil, ao combinar dados de aprendizagem com taxas de aprovação. No cenário nacional, o índice evidencia que o ensino médio ainda enfrenta desafios para avançar de forma consistente. Dentro desse contexto, o desempenho do IEMA se destaca por apontar evolução acompanhada de medidas voltadas à permanência dos estudantes na escola.
Com a nota 4,5, o IEMA aparece à frente do patamar nacional para o ensino médio. A diferença pode parecer pequena em números absolutos, mas é relevante em um indicador que mede o avanço gradual e contínuo ao longo dos anos.
A rede atribui o desempenho a um trabalho permanente nas unidades, com ações que buscam fortalecer a aprendizagem e reduzir a evasão escolar. A estratégia, segundo a gestão, envolve acompanhamento do percurso do aluno e oferta de um ambiente que favoreça a continuidade dos estudos.
À frente do instituto, Cricielle Muniz relaciona o resultado do Ideb ao esforço cotidiano realizado nas escolas. Para ela, o índice traduz trajetórias de jovens que permaneceram na rede e aproveitaram as oportunidades oferecidas.
“Quando a gente olha para um número como esse, 4,5 no Ideb, não está olhando apenas para uma estatística. A gente está olhando para histórias reais, para jovens que decidiram permanecer na escola, que acreditaram no próprio potencial e que encontraram no IEMA um espaço de acolhimento e oportunidade”, afirmou a gestora.
Na avaliação do instituto, a combinação entre ensino médio e formação técnica integrada contribui para dar mais sentido ao processo de aprendizagem, além de manter os estudantes conectados a perspectivas profissionais ainda durante o período escolar.
O avanço no Ideb ocorre em paralelo ao crescimento da rede nos últimos anos. Entre 2023 e 2026, o número de unidades plenas aumentou de 34 para 58, ampliando a presença do instituto em dezenas de municípios maranhenses.
Com a expansão, a quantidade de estudantes também cresceu. A rede passou de cerca de 14 mil alunos para uma projeção de 25 mil matrículas, o que reforça o alcance do modelo educacional implementado no estado.
Além das unidades plenas, a estrutura do IEMA inclui espaços voltados à qualificação profissional, ampliando a oferta de formação e criando alternativas para diferentes perfis de estudantes.
Atualmente, o IEMA oferece dezenas de cursos técnicos integrados ao ensino médio, distribuídos em diferentes áreas. A proposta é permitir que o aluno conclua a educação básica com uma formação profissional, aumentando a empregabilidade e facilitando a transição para o mundo do trabalho.
O instituto destaca que a formação técnica integrada também pode contribuir para o engajamento dos estudantes, ao conectar conteúdos escolares a aplicações práticas e a demandas reais do mercado.
A rede defende que esse formato fortalece competências e amplia o repertório dos jovens, tanto para quem pretende ingressar diretamente no setor produtivo quanto para quem pretende seguir para o ensino superior.
Outro aspecto apontado pelo IEMA é a presença feminina entre os estudantes. As alunas já são maioria na rede e, segundo o instituto, têm ampliado participação em áreas ligadas à ciência e à tecnologia.
O movimento é visto como um sinal de diversificação e de estímulo à inclusão em campos historicamente associados a menor presença de mulheres. Para a rede, a tendência reforça a importância de políticas educacionais que incentivem oportunidades iguais e ampliem o acesso à formação técnica.
Com o resultado do Ideb 2023 e o processo de expansão, o IEMA segue entre as experiências de destaque na educação pública brasileira, especialmente pelo foco no ensino técnico integrado e na ampliação do acesso.
Ao mesmo tempo, o contraste com a média nacional do ensino médio (4,3) evidencia a necessidade de fortalecer políticas educacionais em todo o país. O desempenho do instituto maranhense, na leitura da rede, mostra que é possível avançar quando a melhoria da aprendizagem vem acompanhada de estratégias para manter o aluno na escola.
Fonte: informações de O Imparcial.
Fonte: UrbNews
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