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Brandão assume copresidência do Fundo Brasil-ONU e destaca ações na Amazônia

O gestor estadual participou da 4º reunião do evento e destacou ações na Amazônia

Por Admin

02 de abril de 2026 às 14:35 ▪ Atualizado há 2 semanas


Brandão assume copresidência do Fundo Brasil-ONU e destaca ações na Amazônia

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), cumpriu agenda em Brasília (DF) nesta terça-feira (31) e passou a integrar a liderança do Comitê Diretivo do Fundo Brasil-ONU. Ao assumir a copresidência do colegiado, Brandão amplia o espaço do estado nas deliberações sobre políticas e investimentos ligados ao desenvolvimento sustentável e à conservação da Amazônia.

A nomeação foi formalizada durante a 4ª reunião do comitê, encontro que reuniu representantes para discutir prioridades, diretrizes e resultados de iniciativas apoiadas pelo Fundo Brasil-ONU. O Maranhão apresentou experiências consideradas estratégicas para a região amazônica, com foco na proteção ambiental e no fortalecimento de ações sociais no campo.

Maranhão ganha mais peso nas decisões do Fundo Brasil-ONU

Com a nova função, Brandão passa a dividir a condução do Comitê Diretivo, instância responsável por orientar a atuação do fundo. A atribuição inclui ajudar a definir linhas de ação, selecionar projetos prioritários e acompanhar o desempenho das iniciativas financiadas, garantindo que os recursos sejam aplicados conforme os objetivos pactuados.

Ao comentar o novo posto, o governador relacionou a copresidência ao papel que já exerce como presidente do Consórcio da Amazônia Legal. A avaliação do governo estadual é que a participação em um nível mais alto de governança pode fortalecer a presença do Maranhão em decisões que impactam diretamente a Amazônia e a formulação de políticas públicas na região.

Na reunião, Brandão também defendeu o alinhamento de estratégias para melhorar a efetividade dos investimentos e ampliar os resultados. Segundo ele, a discussão envolveu a organização de diretrizes e a escolha de projetos com potencial de gerar impactos ambientais e sociais positivos.

Programas do Maranhão entram na pauta do desenvolvimento sustentável

Durante o encontro, representantes debateram ações do governo maranhense voltadas à preservação e ao uso sustentável dos recursos naturais. A apresentação incluiu iniciativas já em andamento no estado que, de acordo com a gestão, contribuem para consolidar um modelo de desenvolvimento associado à proteção da área amazônica.

O Comitê Diretivo do Fundo Brasil-ONU tem papel central na consolidação dessas políticas ao combinar planejamento, monitoramento e avaliação de resultados. Na prática, o colegiado atua como uma instância de governança para direcionar recursos, acompanhar metas e promover boas práticas que possam ser replicadas entre os estados da Amazônia Legal.

“Terra para Elas” é apresentado como modelo de regularização fundiária

Entre os projetos destacados no debate está o programa “Terra para Elas”, desenvolvido pelo governo do Maranhão em parceria com o Fundo Brasil-ONU. A iniciativa foi citada como referência de plano regional de regularização fundiária, com recorte social voltado a mulheres do meio rural.

O público-alvo inclui mulheres quilombolas, quebradeiras de coco babaçu e pessoas da comunidade LGBTQIA+ que vivem no campo. A proposta combina o acesso formal à terra com medidas de proteção social, buscando ampliar a autonomia econômica e reduzir a insegurança jurídica em áreas rurais.

De acordo com as informações apresentadas, o programa prevê alcançar mais de 2 mil mulheres. O objetivo é garantir condições para que essas beneficiárias possam consolidar atividades produtivas, fortalecer a permanência no território e acessar políticas públicas com maior segurança.

Secretaria de Meio Ambiente aponta possibilidade de expansão

O secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Pedro Chagas, avaliou que os resultados obtidos no Maranhão reforçam a viabilidade de levar o “Terra para Elas” a outras localidades. Segundo ele, a experiência tem sido positiva e já aparece como uma alternativa a ser ampliada para além do estado.

Chagas também destacou que a copresidência de Brandão pode abrir caminho para ampliar a captação de recursos e atrair parceiros internacionais, com a finalidade de aumentar o alcance do projeto e beneficiar um número maior de mulheres em diferentes áreas da Amazônia Legal.

O que faz o Comitê Diretivo do Fundo Brasil-ONU

O Comitê Diretivo do Fundo Brasil-ONU é responsável por orientar a estratégia de atuação do mecanismo, definindo prioridades e acompanhando indicadores. Entre suas funções estão a seleção de iniciativas, a supervisão de resultados e a busca por maior eficiência na aplicação dos recursos destinados à região amazônica.

Ao fortalecer a governança do fundo, o colegiado busca dar sustentação a políticas públicas estruturantes, apoiar projetos com impacto mensurável e ampliar a capacidade de mobilizar financiamento. A entrada do governador do Maranhão na copresidência é vista como um movimento que pode aumentar o protagonismo do estado em agendas ligadas à sustentabilidade e à preservação ambiental.

A expectativa do governo maranhense é que a nova posição contribua para consolidar projetos já em curso, estimular novas parcerias e ampliar iniciativas voltadas à Amazônia, com atenção especial a programas que combinam proteção ambiental e inclusão social no campo.

Fonte: UrbNews



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