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Iphan investe R$ 63,9 milhões para restaurar 10 prédios no centro de São Luís

Obras do Novo PAC abrangem dez imóveis icônicos e templos religiosos para preservar a memória e impulsionar o turismo maranhense

Por Admin

20 de abril de 2026 às 12:37


Iphan investe R$ 63,9 milhões para restaurar 10 prédios no centro de São Luís

O Governo Federal, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), iniciou em parceria com o Governo do Maranhão um programa de recuperação de imóveis no Centro Histórico de São Luís. A ação reúne obras em dez edificações consideradas estratégicas para a preservação da memória urbana e para a dinamização do coração antigo da capital maranhense.

O investimento previsto é de R$ 63,9 milhões, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Além de restaurar estruturas e elementos artísticos, o plano inclui adequações para que os espaços tenham uso público e voltem a se conectar ao cotidiano da cidade.

Obras no Centro Histórico de São Luís somam R$ 63,9 milhões

A iniciativa concentra esforços em prédios de alto valor simbólico e arquitetônico, entre casarões e igrejas tradicionais. O objetivo é requalificar imóveis que representam diferentes fases da formação de São Luís e que, em muitos casos, demandam intervenções para garantir segurança e conservação a longo prazo.

Segundo o projeto, as melhorias vão além da estética. Estão previstas ações como reforço e estabilização de estruturas, recuperação de fachadas, restauro de elementos construtivos e ajustes internos para novas funcionalidades. A expectativa é que a reocupação qualificada desses imóveis fortaleça a economia local e amplie a oferta de equipamentos culturais e serviços.

De casarões a igrejas centenárias: quais imóveis serão restaurados

Entre os imóveis contemplados estão referências conhecidas do centro antigo, como o Palácio das Lágrimas e o Sobrado da Baronesa de São Bento. O pacote inclui também templos religiosos com papel relevante na história e na vida comunitária da cidade, a exemplo das igrejas de São João, do Carmo e de Santana.

As intervenções foram planejadas para atender necessidades distintas em cada edificação. Em alguns casos, o foco será garantir a integridade do imóvel e recuperar características originais. Em outros, haverá adaptações internas para uso público, buscando conciliar preservação patrimonial com acessibilidade e funcionamento contemporâneo.

Prazos variam de oito a doze meses, conforme a complexidade técnica

Os cronogramas de execução não serão idênticos para todos os imóveis. A previsão divulgada indica prazos entre oito e doze meses, dependendo do diagnóstico técnico e do nível de intervenção necessário em cada prédio.

Em obras de restauro, etapas como levantamento arquitetônico, análise de materiais, definição de técnicas compatíveis e execução especializada tendem a influenciar diretamente o calendário. Por isso, o planejamento considera as particularidades de cada construção e o grau de deterioração acumulado.

Patrimônio Mundial: obra reforça proteção reconhecida pela UNESCO

A relevância do programa é reforçada pelo status do Centro Histórico de São Luís como Patrimônio Mundial reconhecido pela UNESCO. A área concentra um dos principais conjuntos urbanos de origem colonial do país, conhecido também pela presença marcante de azulejos e traços da herança luso-brasileira.

Para o Iphan, o aporte do Novo PAC sinaliza a prioridade dada à preservação de bens culturais e à manutenção de referências coletivas. O presidente do instituto, Deyvesson Gusmão, destacou que os recursos têm como finalidade proteger a memória e conservar um conjunto urbano que é referência nacional.

Geração de emprego, renda e turismo sustentável entra na meta

O programa foi apresentado como uma das maiores frentes de obras patrimoniais já conduzidas na região, conforme avaliação do superintendente substituto do Iphan no Maranhão, Rafael Pestana. A expectativa é que os canteiros de obra, além de recuperar os imóveis, contribuam para movimentar a economia, com impacto na geração de trabalho e renda.

Há também uma aposta no fortalecimento do turismo sustentável. Ao recuperar pontos de interesse e melhorar a infraestrutura cultural do centro antigo, a gestão pública busca elevar a atratividade do destino e ampliar a permanência de visitantes, sem perder de vista a conservação e o uso responsável do patrimônio.

Reocupação de prédios busca ampliar acesso à história da cidade

Um dos eixos do projeto é devolver função social a edificações que estavam subutilizadas. A ideia é que, ao final das intervenções, parte desses espaços esteja mais integrada à vida urbana, com usos que possam atender a população e estimular a circulação no Centro Histórico.

Com a recuperação, a política pública pretende combinar preservação e desenvolvimento: conservar o conjunto arquitetônico e, ao mesmo tempo, reforçar a identidade cultural e a competitividade turística de São Luís no cenário nacional e internacional.

Fonte: informações atribuídas a Marlan Levi, do jornal O Imparcial.

Fonte: UrbNews



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