Mobilidade e trabalho
Por REDAÇÃO
27 de julho de 2026 às 11:30 ▪ Atualizado há 4 horas
Agências bancárias e instituições financeiras autorizadas pelo governo começam a disponibilizar nesta segunda-feira (27) novas linhas de crédito para a compra de moto, motoneta, ciclomotor e bicicleta elétrica fabricados no Brasil. As condições fazem parte do programa Move Brasil, que busca facilitar a renovação da frota usada por trabalhadores de entrega e transporte individual, com incentivo à adoção de modelos mais novos e com menor impacto ambiental.
A iniciativa é voltada a profissionais que dependem do veículo para trabalhar, como entregadores ciclistas, mototaxistas, motofretistas e condutores vinculados a aplicativos de mobilidade. A proposta do programa é oferecer financiamento com regras específicas, permitindo a troca do veículo atual por outro mais moderno e, em muitos casos, mais eficiente.
Para solicitar o crédito, o trabalhador precisa estar inscrito previamente no Move Brasil. O cadastro é feito por meio da conta gov.br, etapa obrigatória antes de procurar um banco.
Depois do registro, o participante deve aguardar a validação de elegibilidade no programa. Conforme as regras, essa confirmação é emitida em até cinco dias úteis. Somente após receber o sinal verde o profissional está apto a iniciar o processo de financiamento junto a uma instituição participante.
Com a elegibilidade confirmada, o próximo passo é procurar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil ou outra instituição financeira credenciada para dar entrada no pedido. A contratação depende de análise de crédito, realizada pelo banco, que também define quais documentos serão exigidos do interessado.
O Move Brasil estabelece um fluxo em que o financiamento segue regras padronizadas, mas a aprovação não é automática: cada instituição avalia o perfil do cliente, a capacidade de pagamento e os demais critérios internos antes de liberar o crédito.
O programa restringe o financiamento a veículos produzidos no Brasil. Além disso, o modelo escolhido deve ter fabricação a partir de 2024, o que direciona a política para a renovação efetiva da frota e para a entrada de modelos mais atuais no mercado.
Na prática, isso significa que o trabalhador precisa selecionar, no momento da compra, uma moto ou bicicleta elétrica que atenda a essas condições. A checagem costuma ocorrer no processo de contratação, já que o banco libera o recurso com base no bem a ser adquirido.
Uma característica do Move Brasil é que o valor financiado não é depositado na conta do trabalhador. De acordo com as regras, o dinheiro é repassado diretamente ao fornecedor do veículo. A medida busca dar mais rastreabilidade à operação e garantir que o recurso seja usado exclusivamente para a compra do bem previsto no programa.
Assim, ao ter o crédito aprovado, o profissional conclui a contratação do financiamento e o pagamento segue para a empresa responsável pela venda do veículo selecionado.
Após a assinatura do contrato, o beneficiário terá um período de carência de 60 dias para começar a pagar as parcelas. O prazo total para quitação pode chegar a quatro anos, o que permite distribuir o valor financiado em um período mais longo.
O Move Brasil também prevê taxas de juros diferenciadas por gênero. Para homens, a taxa é de 0,99% ao mês. Para mulheres, o percentual cai para 0,91% ao mês. As condições têm como objetivo ampliar o acesso ao crédito e incentivar a participação feminina em atividades profissionais de entrega e transporte.
Para evitar perda de tempo, a orientação é que o interessado organize o processo em etapas. Primeiro, realizar o cadastro no programa via gov.br. Depois, acompanhar a confirmação de elegibilidade, que pode levar até cinco dias úteis. Só então vale procurar uma instituição credenciada para dar entrada no pedido.
Como a documentação exigida pode variar conforme o banco e o perfil do solicitante, é recomendável verificar previamente quais comprovantes e informações serão necessários para a análise de crédito.
Com as operações iniciadas nesta segunda-feira (27), a expectativa é que o programa facilite a compra de veículos novos por quem trabalha diariamente nas ruas e depende diretamente de uma moto ou bicicleta elétrica para garantir renda.
Fonte: Agência Brasil
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