Fauna silvestre
Por REDAÇÃO
27 de julho de 2026 às 15:54 ▪ Atualizado há 1 hora
A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) de São Paulo abriu apuração para esclarecer a morte de uma capivara encontrada com uma flecha atravessada no corpo na represa de Guarapiranga, na Zona Sul. O caso ocorreu neste domingo (26) e mobilizou equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) após alerta de pessoas que estavam no local.
De acordo com a prefeitura, o animal foi localizado ferido na área da represa e ainda apresentava sinais vitais no momento do resgate. A capivara foi recolhida e encaminhada para atendimento especializado, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo informações oficiais, banhistas acionaram a GCM ao perceberem a capivara com o objeto perfurante no corpo. Agentes se deslocaram até a represa e fizeram o resgate do animal ainda vivo, priorizando o transporte para uma unidade preparada para receber fauna silvestre.
A capivara foi levada ao Centro de Manejo e Reabilitação de Animais Silvestres, estrutura municipal voltada ao atendimento de animais encontrados em situação de risco, com ferimentos ou necessidade de reabilitação. Apesar do socorro, a prefeitura informou que o animal morreu em decorrência das lesões.
Para apoiar a investigação, o corpo do animal passará por exames necroscópicos. A medida deve ajudar a detalhar a extensão dos ferimentos e fornecer elementos técnicos que indiquem como ocorreu a agressão, além de contribuir para a documentação do caso.
A SVMA acompanha a ocorrência, que é tratada como morte de animal silvestre em área de preservação e uso público. O objetivo, segundo o poder público, é reunir informações que possam orientar providências e eventual responsabilização.
Até o momento, não há identificação de suspeitos. Conforme a GCM, a principal linha considerada é a de caça ilegal, já que o tipo de ferimento indica disparo intencional com flecha.
A represa de Guarapiranga é conhecida pela presença frequente de capivaras nas margens e em áreas próximas à água. Por ser um ponto de lazer e de circulação de pessoas, a região também demanda atenção permanente das autoridades para coibir maus-tratos e outras práticas que coloquem em risco a fauna local.
As capivaras vivem em grupos e costumam ocupar áreas próximas a corpos d’água, onde encontram alimento e abrigo. Na Guarapiranga, é comum avistar os animais soltos ao longo das margens, especialmente em trechos com vegetação.
A ocorrência reforça a necessidade de cuidados em áreas urbanas com fauna silvestre, tanto para a proteção dos animais quanto para a segurança de frequentadores, já que intervenções humanas indevidas podem gerar acidentes e situações de risco.
A prefeitura orienta que qualquer pessoa que encontre um animal silvestre machucado, em perigo ou em situação de vulnerabilidade deve acionar a GCM Ambiental pelo telefone 153, central de urgência e emergência.
Também é possível buscar orientação com a Divisão da Fauna Silvestre por WhatsApp no número (11) 95220-0219. A recomendação é não tentar capturar ou manusear o animal sem orientação, para evitar agravamento dos ferimentos e reduzir riscos a quem presta o socorro.
As equipes técnicas informam os próximos passos e indicam como proceder de forma segura até a chegada do atendimento, conforme cada situação.
Fonte: Agência Brasil
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