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Chuvas no RS atingem 218 municípios e deixam 488 desabrigados

O estado do Rio Grande do Sul foi fortemente atingido pelas chuvas no final de semana e segue contabilizando os danos. Até o momento, 59.967 pessoas e 218 municípios foram afetados, segundo o Centro de Operações da Defesa Civil do Estado (Codec). Das

Por REDAÇÃO

27 de julho de 2026 às 11:53 ▪ Atualizado há 4 horas


Chuvas no RS atingem 218 municípios e deixam 488 desabrigados

O Rio Grande do Sul segue contabilizando os impactos das chuvas fortes registradas no fim de semana. De acordo com o Centro de Operações da Defesa Civil do Estado (Codec), o balanço mais recente aponta 59.967 pessoas atingidas em 218 municípios.

Entre os moradores afetados, 488 estão desabrigados — quando precisam recorrer a abrigos públicos — e 762 estão desalojados, situação em que deixam suas casas e se hospedam temporariamente com parentes, amigos ou em outros locais.

Estragos incluem alagamentos, quedas de árvores e prejuízos na infraestrutura

Os eventos meteorológicos provocaram uma série de ocorrências em diferentes regiões do estado. A Defesa Civil registra alagamentos e inundações, além de destelhamentos e quedas de árvores.

Também houve relatos de interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos à infraestrutura pública, com impactos em vias, equipamentos e serviços essenciais.

Vale do Taquari concentra a maior parte dos desabrigados

Os dados do Painel de Monitoramento de Abrigos e Abrigados do governo estadual indicam que a maior parcela da população desabrigada está no Vale do Taquari. A região reúne 40 municípios e responde por 91,60% do total de pessoas em abrigos.

No recorte por município, Lajeado aparece como o ponto mais crítico, com 321 desabrigados, equivalente a 65,78% do total contabilizado no estado.

Na sequência, Encantado soma 100 pessoas desabrigadas (20,49%). Já Estrela registra 26 desabrigados (5,33%), segundo o painel.

Governo federal mantém operação de apoio até 31 de julho

Com a persistência da instabilidade e a necessidade de resposta rápida, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil está operando no Rio Grande do Sul até 31 de julho.

A atuação tem como objetivo reforçar ações de resposta emergencial, assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas danificadas.

Ainda em julho, a Defesa Civil Nacional reconheceu situação de emergência em 17 municípios gaúchos. Com esse status, as prefeituras ficam habilitadas a solicitar recursos federais para intervenções ligadas à defesa civil.

As verbas podem ser direcionadas, por exemplo, para a compra e distribuição de água mineral, cestas básicas, refeições para voluntários e equipes, além de kits de limpeza e higiene, conforme a necessidade local.

Defesa Civil emite alerta vermelho de inundação em rios do estado

Para os próximos dias, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul publicou alerta vermelho para inundação em trechos do Rio dos Sinos, Rio Uruguai e Rio Jacuí.

Segundo o aviso, há alto risco para os municípios de São Leopoldo, Itaqui, Uruguaiana e Cachoeira do Sul. Os alertas seguem válidos até terça-feira (28), às 9h.

Inmet prevê tempestades e chance de granizo em todo o RS

Além do monitoramento hidrológico, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo de tempestade para todo o território gaúcho.

O aviso prevê chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 mm por dia, além de ventos intensos na faixa de 40 a 60 km/h e possibilidade de queda de granizo.

Orientações de segurança para moradores em áreas de risco

Diante do cenário, a Defesa Civil recomenda que a população evite áreas sujeitas a alagamentos e inundações e procure abrigo ou permaneça em locais considerados seguros. Outra orientação é garantir a proteção de animais domésticos, especialmente em áreas ribeirinhas.

O órgão também reforça que moradores não devem retornar a locais evacuados enquanto houver risco, além de acompanhar comunicados oficiais para saber a evolução do tempo e do nível dos rios.

Por fim, a recomendação é compartilhar informações com vizinhos e pessoas próximas, ajudando a ampliar o alcance dos alertas e reduzir situações de perigo.

Fonte: Agência Brasil



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