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Alerta sanitário global

OMS diz que risco de ebola sair do Congo e virar pandemia é baixo

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (27) que é baixo o risco de disseminação do vírus ebola da Repúlica Democrática do Congo (RDC) para o resto do mundo. Um surto da doença as

Por REDAÇÃO

27 de julho de 2026 às 12:42 ▪ Atualizado há 3 horas


OMS diz que risco de ebola sair do Congo e virar pandemia é baixo

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, avaliou nesta segunda-feira (27) que a chance de o surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) se espalhar para outras regiões do planeta é pequena. Segundo ele, a dinâmica de transmissão do vírus torna improvável um cenário de pandemia.

O posicionamento foi dado durante uma passagem de Tedros pelo Rio de Janeiro. Ele reforçou que, apesar de o risco internacional ser considerado baixo, a situação segue grave para os países do entorno do epicentro africano da doença.

Surto na RDC já supera 3 mil casos confirmados

O atual surto de ebola na RDC foi oficialmente reconhecido em maio. Desde então, mais de 3 mil infecções foram confirmadas, de acordo com os dados mencionados na declaração. O número de mortes se aproxima de 1,4 mil.

A maior parte das ocorrências e dos óbitos foi registrada em território congolês. Ainda assim, a doença ultrapassou fronteiras e chegou à Uganda, país vizinho, o que elevou a preocupação sobre a capacidade de conter a transmissão na região.

Por que a OMS vê baixo risco de propagação mundial

Tedros explicou que o ebola não se dissemina pelo ar. A transmissão ocorre, em geral, por contato direto e intenso, o que dificulta a expansão rápida em comparação com vírus respiratórios, como o da covid-19.

Na avaliação do diretor-geral, essa característica reduz a probabilidade de o surto se transformar em uma crise sanitária global de grandes proporções. Ele também lembrou que, desde a identificação do ebola, há cerca de cinco décadas, foram registrados apenas 30 casos fora das áreas de surto no continente africano.

Risco regional segue alto e Uganda já foi atingida

Embora a OMS considere baixo o risco para o “resto do mundo”, o alerta permanece ligado para a região onde o surto ocorre. Tedros destacou que a presença do vírus em Uganda é um indicativo de que a vigilância e as ações de resposta precisam ser intensificadas nos países próximos à RDC.

Ele afirmou que os esforços para frear a doença continuam em andamento no Congo, com participação do governo local e de parceiros internacionais. Ainda assim, reconheceu que a situação “continua preocupante” e que será necessário ampliar a resposta para alcançar maior controle sobre a disseminação.

Sobre Uganda, o dirigente disse que o país vem enfrentando o problema e que a situação está sob controle, conforme a avaliação apresentada na ocasião.

Conflitos armados dificultam o combate ao ebola no leste do Congo

Um dos principais obstáculos apontados pela OMS para conter o ebola é o contexto de insegurança no leste congolês, área mais afetada. Tedros afirmou que a presença de conflitos armados torna o trabalho de equipes de saúde mais complexo e limita o alcance das medidas de vigilância, prevenção e atendimento.

Além disso, a instabilidade provoca deslocamentos internos. Segundo ele, milhões de pessoas acabam vivendo em acampamentos, cenário que amplia desafios logísticos e de saúde pública, como rastreamento de contatos, isolamento de casos e acesso a serviços básicos.

Tedros recebe título na Fiocruz durante visita ao Rio

Na mesma segunda-feira, Tedros Adhanom Ghebreyesus foi homenageado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o título de doutor honoris causa. Durante a cerimônia, ele destacou a atuação da instituição brasileira na agenda de equidade em saúde e na cooperação entre países do Sul Global.

O diretor-geral da OMS classificou a Fiocruz como uma referência em pesquisa e excelência científica, com impacto que, segundo ele, extrapola a América Latina e alcança outras regiões do mundo.

Quem é o diretor-geral da OMS

Tedros foi eleito para comandar a OMS em maio de 2017, tornando-se o primeiro africano a liderar a principal autoridade sanitária internacional. Em sua gestão, a organização coordenou ações globais de enfrentamento à pandemia de covid-19.

Nascido na Eritreia, ele é formado em biologia pela Universidade de Asmara. Também concluiu mestrado em imunologia e doenças infecciosas na Universidade de Londres e doutorado em saúde comunitária na Universidade de Nottingham, no Reino Unido.

Após retornar à África, Tedros ocupou o cargo de ministro da Saúde da Etiópia entre 2005 e 2012, período em que colaborou na estruturação de um modelo de cobertura universal. Posteriormente, foi ministro das Relações Exteriores etíope, função que exerceu de 2012 a 2016.

Fonte: Agência Brasil



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