Transferência de renda
Por REDAÇÃO
27 de julho de 2026 às 06:41 ▪ Atualizado há 10 horas
A Caixa Econômica Federal realiza nesta segunda-feira (27) o pagamento da parcela de julho do Bolsa Família para famílias inscritas no programa cujo Número de Identificação Social (NIS) termina em 6. Neste mês, o valor médio do benefício é de R$ 679,19, conforme o calendário de depósitos do governo federal.
Os repasses seguem o cronograma tradicional do programa, com liberações concentradas nos últimos dez dias úteis de cada mês. O pagamento é feito diretamente na conta do beneficiário, que pode acompanhar os valores pelo aplicativo Caixa Tem.
Parte dos beneficiários recebeu o crédito antes do calendário regular. No dia 20, o pagamento foi unificado em 175 municípios de seis estados, independentemente do final do NIS.
A medida atendeu localidades que estão em situação de emergência ou em estado de calamidade pública. Os municípios contemplados ficam nos seguintes estados: Amazonas (três cidades), Paraíba (31), Paraná (8), Rio Grande do Norte (120), Roraima (6) e Sergipe (7).
A relação oficial das cidades incluídas no pagamento unificado pode ser consultada em lista divulgada pelos canais do governo.
O Bolsa Família mantém o piso de R$ 600 por família, com possibilidade de aumento conforme a composição do lar. Além do valor mínimo, o programa prevê três tipos de adicionais, direcionados a públicos específicos.
Um deles é o Benefício Variável Familiar Nutriz, pago a mães de bebês com até seis meses de idade. Nessa modalidade, são liberadas seis parcelas de R$ 50, com o objetivo de contribuir para a alimentação da criança no início da vida.
Há também um acréscimo de R$ 50 para famílias que tenham gestantes ou filhos e adolescentes na faixa de 7 a 18 anos. O mesmo valor adicional pode se somar ao benefício mínimo, dependendo da composição familiar cadastrada.
Outro complemento previsto é de R$ 150 para famílias com crianças de até 6 anos. Esse adicional pode elevar o total recebido no mês, conforme o número de crianças nessa faixa etária registradas no Cadastro Único.
Os beneficiários podem verificar a data de pagamento, o valor liberado e os componentes da parcela pelo aplicativo Caixa Tem. A plataforma é usada para movimentar a poupança digital social, além de permitir consultas relacionadas ao benefício.
O acompanhamento pelo app ajuda a confirmar se os adicionais foram incluídos e se houve alguma mudança na composição do pagamento.
Além do pagamento integral, o programa prevê a chamada regra de proteção, em vigor desde junho de 2023. O mecanismo foi criado para evitar o desligamento imediato de famílias que aumentam a renda após conseguir emprego.
Pelas regras, quem melhora a renda pode continuar no Bolsa Família recebendo 50% do valor a que teria direito por um período determinado, desde que cada integrante da família permaneça com renda equivalente a até meio salário mínimo.
O tempo de permanência na regra de proteção foi alterado a partir de junho do ano passado: para novos enquadramentos, o prazo passou de dois anos para um ano. Ainda assim, famílias que entraram na regra até maio de 2025 mantêm o direito de receber metade do benefício por até dois anos.
Outra mudança importante é que, desde 2024, beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto relacionado ao Seguro Defeso. A alteração foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que retomou o Programa Bolsa Família (PBF).
O Seguro Defeso é um pagamento destinado a trabalhadores que dependem exclusivamente da pesca artesanal e ficam impedidos de exercer a atividade durante a piracema, período de reprodução dos peixes. Com a atualização das regras, o benefício do programa de transferência de renda deixa de sofrer esse abatimento.
O calendário anual do Bolsa Família é divulgado periodicamente pelos canais oficiais, permitindo que as famílias se programem para os depósitos ao longo dos meses.
Fonte: Agência Brasil
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