Educação básica
Por Admin
26 de março de 2026 às 13:00
O Brasil atingiu, em 2025, a marca de 66% de estudantes alfabetizados ao final do 2º ano do ensino fundamental. O dado foi apresentado nesta segunda-feira (23), em Brasília, durante evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Camilo Santana.
O percentual fica acima da meta de 64% definida para o período pelo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Na prática, o resultado indica que cerca de duas em cada três crianças chegam ao fim do 2º ano dominando habilidades de leitura e escrita consideradas essenciais para a etapa.
O anúncio foi feito durante a cerimônia de entrega da 2ª edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, iniciativa que reconhece redes de ensino que adotam ações para melhorar o desempenho na alfabetização infantil.
Ao todo, foram premiados 4.710 municípios e 18 estados, divididos em três categorias: ouro, prata e bronze. O selo ouro foi concedido a 11 estados e 2.274 municípios. A categoria prata contemplou seis estados e 1.890 municípios. Já o selo bronze foi destinado a um estado e 546 municípios.
O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada foi estruturado pelo governo federal em cooperação com estados e municípios. A proposta é elevar a alfabetização na idade adequada e enfrentar os efeitos da pandemia de Covid-19 na aprendizagem dos alunos dos primeiros anos do ensino fundamental.
Durante o evento, Lula afirmou que a estratégia foi desenhada para acelerar resultados ao longo da década. Segundo o presidente, a meta do programa é chegar a 80% das crianças alfabetizadas no 2º ano até 2030, e o avanço registrado em 2025 demonstra que o objetivo está no radar das redes de ensino.
O presidente também declarou que espera ver o país alcançar 70% no próximo ano, mantendo a trajetória de alta até o fim da década.
No discurso, Lula destacou a alfabetização como um indicador central para o futuro do país, associando o desempenho educacional a melhores condições de vida. Para o presidente, o investimento em educação é um caminho indispensável para desenvolvimento social e econômico.
O ministro Camilo Santana reforçou que o foco imediato é elevar o percentual no 2º ano, mas ressaltou que a ambição final é maior. De acordo com ele, o objetivo do país é chegar a 100% das crianças alfabetizadas ao término dessa etapa, conforme previsto na Meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE).
Além de elevar a alfabetização no 2º ano, o compromisso também prevê medidas voltadas à recomposição das aprendizagens de crianças que hoje estão no 3º, 4º e 5º ano. Esse grupo é apontado como um dos mais impactados pelas interrupções e mudanças na rotina escolar durante a pandemia.
Camilo Santana explicou que o programa não impõe um modelo único para todo o país. A lógica é que cada estado, em articulação com seus municípios, adapte a política de alfabetização às necessidades locais, respeitando diferenças territoriais e desafios específicos de cada rede.
O governo federal também apresentou outros dados educacionais associados ao período recente. Segundo as informações divulgadas, nos últimos três anos a evasão escolar no país foi reduzida à metade.
No mesmo intervalo, houve crescimento das matrículas em educação integral, que passaram de 15% para 25,7%. A expansão do tempo de permanência na escola é citada por gestores como um dos fatores capazes de apoiar o avanço em aprendizagem, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade.
Com a marca de 66% em 2025 e a meta de 80% em 2030, o desempenho da alfabetização no 2º ano passa a ser um dos principais termômetros para avaliar a efetividade das políticas públicas voltadas à educação básica nos próximos anos.
Fonte: UrbNews
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